Capítulo 4 – O Sonho de Sangue e a Chegada de Zazi

1194 Words
Era assustador... Nesse “sonho”, eu estava coberta de sangue, com uma coroa na cabeça, ajoelhada no chão com uma pessoa em meus braços. Isso se repetia várias e várias vezes. Era torturante ver aquela cena... Enquanto Aleck e Seraphina faziam de tudo para me acordar, Seraphin e Flora chegaram: — Mana? Já chegou? — gritou Seraphin. Porém, ninguém respondeu e nem apareceu. Então Flora disse: — Acho que não chegaram ainda. Já já eles vão chegar, não se preocupe. Seraphin respirou fundo e subiu as escadas. Quando chegou perto dos meus aposentos, só ouviu sua irmã chorar, dizendo: — Lyra, por favor! Ele seguiu a voz de sua irmã até os aposentos de Aleck. Rapidamente abriu a porta e viu Aleck abraçando Seraphina. Ela estava chorando, sentada perto de onde eu estava deitada. Quando viu aquela cena, seus olhos se encheram de lágrimas, e ele logo perguntou, preocupado: — O que aconteceu??? Ela... ela está bem? Sua irmã respondeu: — Temos que fazer algo... Temos que ajudá-la! Chama a Flora, temos que ajudá-la!!! Logo após dizer isso, saiu correndo em direção à biblioteca. Chegando lá, foi diretamente até os livros de cura. Havia muitos por lá, além de diversas poções: • Poção Ignis • Poção Regeneratio • Poção Papaver • Poção Anti-allergic Entre outras... era realmente uma variedade enorme! Depois de uns dez minutos, ela encontrou a poção certa: Ingredientes: • Chifre de unicórnio • Baba de sapo • Bigode de gato • Canela Modo de preparo: Primeiro, rale o chifre de unicórnio. Em seguida, coloque a canela e mexa bem. Acrescente uma boa dose de baba de sapo e, por fim, adicione o bigode de gato. Após concluir a poção, aplique-a na testa de sua Bela Adormecida. Seraphina rapidamente gritou: — PESSOAAAAL!!! AQUI, ACHEI! Todos vieram, e ela logo explicou. Então disse: — Flora, pegue os ingredientes. Seraphin, o refratário e o ralador. E você, Aleck, pegue um suco de amoras. Cinco minutos depois, todos haviam voltado. Seraphina rapidamente preparou a poção e correu para aplicá-la em mim. Quando chegou lá, pensou: "Eca! Nossa, isso tem um cheiro devastador! Mas espero que funcione..." Ela aplicou a poção na minha testa e esperou ansiosamente. Após dois minutos, eu acordei e todos me abraçaram. Então eu disse: — Calma, gente! Não morri ainda não! — Eu... eu fiquei com medo de te perder... — disse Seraphin. — Nunca mais faça isso! — disseram Seraphin e Aleck juntos. — Vamos deixá-la repousar e se banhar. Ela está precisando! — disse Flora. Agradeci a todos e fui correndo tomar banho. Dessa vez, nem coloquei a banheira para encher — fui direto para o chuveiro. Fiquei horas refletindo sobre o sonho, e acabei me lembrando do clã da Seraphina. Fiquei pensando… Por que não havia nada sobre ele? A partir daí, conspirei várias teorias: "Será que eles são como um clã alfa?" "Será que alguém tentou apagar toda a linhagem?" "Será que o clã é tão raro que não existem muitas informações?" Aaahhh... eram muitas teorias, muitas perguntas e incertezas. Por fim, terminei meu banho, me arrumei e desci para jantar. Todos já estavam lá. Assim que me sentei, Seraphina deu o sinal para que nos servissem. Sinceramente, eu estava constrangida. Estava um silêncio absurdo por lá, então falei: — Então... como vocês estão? — Bem. E você? Já está melhor? — perguntou Aleck. — Você já está melhor, né??? — insistiu Seraphina. Apenas fiz um gesto com a cabeça, concordando. Então Seraphin disse: — Que bom! Que bom que está bem! — Ééé... verdade, que bom! — disse Flora. Ficamos ali por uns 40 minutos, depois fomos dormir. Assim que deitei na cama... apaguei! --- Seraphina, sem conseguir dormir, foi até o quarto de Aleck. Chegando lá, disse: — Cara de cavalooo, tá acordado? — Impossível dormir com uma cabrita dessa me chamando, né? — respondeu ele, abrindo a porta. Ela entrou, colocou as mãos sobre a cintura e o questionou: — Você... huumm... você gosta da Lyra, não é? — Claro! Todos nós gostamos! — disse ele, corado. — Humm... não se faça de sonso! Eu te conheço. — Mas eu não... Ela o interrompeu: — Aleck! A verdade! Ele suspirou: — Tá, tá. Eu gosto dela sim... Mas não conte pra ela! Seraphina, empolgada, disse um pouco alto: — Huuuullll, eu sabia!!!! — Xiiiuuuuu! Fala baixo, bem baixo! — disse Aleck, envergonhado. Ela sussurrou: — Eu já sabia! Mas você devia contar pra ela... — Bom, no momento certo eu irei contar. Mas e você? Veio aqui só pra isso? — Errr... sim! Mas já vou indo — disse ela, abraçando-o e dando um beijinho na bochecha. Ao sair do quarto, ouviu um barulho de panelas caindo. Ela se assustou, fechou bem os olhinhos e desceu devagar as escadas. Chegando lá, avistou um r**o peludinho e azul, que se mexia. Assustada, gritou: — AHHHHH, QUE m***a É ESSA???? UM RATO? Logo após o grito, desmaiou. Acordei com o grito dela, peguei minha espada que estava debaixo da cama e corri. Quando cheguei lá embaixo, vi Seraphina desmaiada e um bichinho tentando acordá-la: — Menina escandalosa! Acorda, eu não queria lhe assustar... Quando o bichinho percebeu que eu estava ali, se assustou e disse: — Cruzes!! Assombração! Eu ri: — Você aparece do nada na nossa casa no meio da noite, faz uma bagunça enorme, desmaia minha amiga... e eu sou a assombração? O bichinho abaixou a cabeça: — Tem razão... Me desculpe! Não era minha intenção causar esse transtorno... Fiquei encantada e com pena. Perguntei: — Por que invadiu aqui? E como você se chama? Tristonho, ele respondeu: — Me chamo Zazi. Vim para cá porque fui expulsa de casa... — Qual foi o motivo? — Eu era assistente de um mago chamado Merlem. Mas ele só me tratava m*l, me fazia de empregada. Até que achou um gato para ser seu novo assistente... e eu fui descartada. — Eu sinto muito, Zazi. Mas não se preocupe, vamos te ajudar! Peguei Seraphina no colo e a levei até seus aposentos. Depois, fiz uma caminha para Zazi no meu quarto, e fomos dormir. --- No dia seguinte, me arrumei rápido e desci. Ainda não havia ninguém na mesa, então fiquei com Zazi. Passaram uns 18 minutos e Seraphin caiu da escada, degrau por degrau! Flora veio correndo atrás dele para ajudar. Eu não aguentei e comecei a rir. Logo depois, Aleck e Seraphina desceram. Assim que se sentaram, falei: — Tenho um comunicado importante a fazer: temos uma moradora nova na casa. Quero que a tratem bem! Todos ficaram encantados com Zazi, mas Seraphina demonstrou certo medo por causa da noite anterior. Então eu a abracei e disse: — Não se preocupe! Ela não nos fará m*l algum. Ela também é do bem! Depois do café, fomos fazer nossas "obrigações", mas dessa vez saí mais cedo com Seraphin e Flora. Conforme caminhávamos, conversávamos bastante, até que chegamos diante de um morro tão alto que eu perguntei: — Teremos que subir esse morro do infarto??!! Seraphin riu, e Flora respondeu: — Não, não se preocupe. Seraphin abrirá o portal para chegarmos ao vulcão logo...
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