Ane Na manhã seguinte, acordei antes do sol alcançar metade da janela. O quarto de hóspedes ainda tinha cheiro de silêncio e de feridas m*l cicatrizadas. Levantei devagar, sem fazer barulho, tentando reorganizar pensamentos e vontades. Ao sair no corredor, dei de cara com Nana, que já estava acordada e com uma xícara fumegante nas mãos. — O senhor Sebastian saiu cedo — disse com aquele tom neutro que só ela conseguia manter, mesmo quando carregava uma avalanche nos olhos. — Disse que tinha compromissos no escritório. A senhorita Vittoria ainda dorme. Assenti, tentando disfarçar o alívio que senti. Não estava pronta para encarar nenhum dos dois. Tomei um banho rápido, vesti meu jeans preferido, um moletom discreto e prendi o cabelo num r**o de cavalo baixo. Peguei minha mochila e segui

