Capítulo 14

904 Words

Sebastian O silêncio no carro era mais cortante que qualquer grito. Ela não falou uma única palavra durante o trajeto. Mantinha o rosto virado para a janela, o maxilar travado, os olhos secos, mas distantes demais para ignorar. E eu sabia — porque conhecia aquele corpo melhor do que qualquer outro — que tudo nela fervia por dentro. Ane nunca soube esconder o que sentia. O corpo dela sempre falava antes da boca. Chegamos em casa. O motorista abriu a porta, e ela saiu primeiro. Os passos rápidos, quase impacientes, como se estivesse fugindo. Eu, por outro lado, subi com calma. O que nos aguardava lá em cima não era apenas uma discussão. Era o início de um acerto de contas. E, talvez, de uma guerra. Ela foi direto para o quarto de hóspedes. Não hesitei em seguir. Quando empurrei a porta,

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