Sebastian Na noite anterior, mandei tirar a cama de hóspedes do quarto dela. Uma provocação calculada. Queria testar seus limites. Forçá-la a dividir espaço, a respirar o mesmo ar, a se lembrar em cada centímetro daquele quarto de que agora ela pertencia a mim. Ainda que gritasse o contrário. Na manhã seguinte, saí antes que ela acordasse. Não queria troca de farpas antes do café. Mergulhei em reuniões, contratos, papéis que valiam mais que pessoas. Estava decidido a manter a mente ocupada. E foi aí que o erro aconteceu. Ou talvez... o inevitável. Lara apareceu. Surgiu como um perfume doce demais, um vestido vermelho curto demais e aquele olhar pintado de promessas que eu já conhecia bem. — Está tenso, Sebastian — ela disse, atravessando o escritório com a confiança de quem já havia

