— Espere por mim lá fora, Lis. — Eu pergunto na presença de Arthur.
— Mamãe, mas…
— Vá embora! — levante a voz ao dirigir-se a minha pequena.
— Não me faça ligar para o segurança. — Eu aviso-o. Eu não vou permitir que você me trate dessa maneira. —Termino aqui e vamos comer, o que acha ? — pergunto e aceno em silêncio.
Seus espíritos caem e meus olhos formigam por causa do gesto que se instala em seu rosto ao receber essa atitude de Arthur. Embora ele diga que não se importa, não é verdade, ela é uma criança e a rejeição do homem que ele deve admirar pelo simples fato de ser seu pai, não deixa de afetá-lo.
— O que quer? — Não perco tempo e faço a minha pergunta. Não o quero aqui, nem perto de Lis.
— Pensaste na minha proposta? — descobri e não consigo acreditar o quão cínico é
.
— É a sua filha. — Eu respondo à sua impudência.
— É dinheiro, muitas respostas. — E os meus olhos piscam.
Lembro-me que quando nos conhecemos, não era assim, a atitude dele era completamente diferente. Ele não se deixou levar pela ambição, não como agora. Por essa razão, toda vez que ele faz isso, eu me decepciona.
— Você tem o que eu quero, Manuela e eu o que você precisa, basta assinar e você terá sua filha por anos. — Propor.
— Seu i****a!
Sinto as lágrimas descerem e um vazio no meu peito.
— Apenas não se esqueça do acordo que alcançámos durante o divórcio sobre Lis. — Ameaça antes de se virar e sair do escritório.
Eu o vejo sair, enquanto ele fecha a porta atrás dela, eu sinto minhas pernas falharem; porque eu nunca fiz o que concordamos e agora, eu não só posso perdê-la por falta de transplante…
— David. — Ela fica e******o, corre para me conhecer.
Eu paro no meio do corredor e me curvo, a ponto de quase igualar sua altura e recebê-lo de braços abertos, enquanto todos ao nosso redor nos observam com alguma curiosidade devido à sua efusividade.
O apartamento está um pouco lotado de pessoas, aparentemente trabalhadores que rapidamente retornam aos seus empregos.
— Você disse que não viria. — Revelar minhas mentiras.
Queria surpreender-te, parece que acabei de o fazer com ela, espero que a reação da Manuela seja semelhante.
— O que está a fazer aqui? — indaga a afastar-se um pouco.
— Apaixonando pela tua mãe, devíamos casar, certo? — Eu pergunto e rio. Eu acaricio o cabelo dela antes de me levantar.
— Ela não gosta de ser visitada no trabalho, então eu recomendo que você volte para baixo. — Ela avisa conhecendo seu pai muito bem.
— Estou só a brincar, pequenina, vou trabalhar com a tua mãe. — Atualizo-o sobre a situação.
— Não acho que os perfumes e produtos da mamãe precisam de uvas, menos álcool.
Tente entender e sorrir, já que realmente deu a atenção necessária à nossa conversa ou melhor, o interrogatório dela.
— Lembra-se de termos conversado sobre trabalhar com a minha irmã mais velha? — Pergunto e aceno freneticamente.
— Fazemos o mesmo que a sua mãe, por isso como eu ela não pode viajar, eu vim como seu substituto. — Eu explico e a alegria volta para o seu rosto.
— Sabia…? Quando os adultos passam muito tempo juntos e se atraem, seus sentimentos ficam mais fortes e eles são mais propensos a se apaixonar e começar uma família, também que têm bebés novos.
— Movem-se de cima para baixo, desencadeando o meu riso.
— Sabia…? Você me assusta. — Você gosta da expressão no meu rosto ao custo.
— Conhecimento é poder, David, e eu tenho muitos. — ela responde e eu apenas n**o, ela realmente começa a me aterrorizar.
Eu não acho que ela entenda completamente essa frase, mas não há dúvida de que ela tem controle sobre várias situações.
— Leve-me ao escritório da sua mãe, por favor. — Pergunte e n**o.
— Arthur está falando com ela, você terá que esperar. — Por uma pronúncia não espirituosa, sempre que eles falam a mamãe chora muito, fica muito triste.
Comunico tentando manter a nuance de sua voz, mas isso não acontece, e como resultado, eu começo a ficar chateado.
— Então, em vez de trabalhar, vamos fazer algo divertido, ok? — Proponho e concordo.
— Tio Filipe! — grita o nome daquele i****a e clareia os olhos.
O que raio fazes aqui?
— Achaste que te iria se livrar de mim? — Pergunta andando na nossa direção, ela faz isso com Deus.
— Ir para o inferno? — sugerir —. Tens uma mulher, certo? Você deve estar com ela — pontualize e faça careta.
— Infelizmente para mim, ela é a tua irmã e a tua mãe é a minha sogra, recusar equivale a problemas e estou com medo. — Confessa Lis ri um pouco à custa da maneira como ela diz tudo.
— i****a. — Opine e a pequena me observa com a boca aberta.
— Eu não acho que com aquela boca suja você beija sua mãe, pior, que você quer fazer isso com a minha, David. — Fica dramático.
Tento fazer o máximo para que ela não se preocupe com sua mãe, mas e algo impossível. Essa garotinha e mais esperta do que todos nós juntos e ela sabia que no mínimo seus pais estavam brigando por ela ou por causa dela.
Lis sabia quanto sua mãe tentava ser forte na frente do homem que se diz pai dela, mas era algo impossível ele sempre acabava magoando sua mãe com palavras feias e ofensivas.
Por um segundo senti vontade de invadir aquele bendito escritório e falar para aquele desumano sem coração que agora elas tinham alguém para brigar por elas. Porém sabia que essa era minha vontade, mas talvez não de Manuela por enquanto.
Que tipo de pai era esse que desejava ver a filha morta do que a salvar? Isso era de deixar qualquer um com raiva e ódio, mas sem o concedimento de Manuela, eu não poderia fazer nada. Mas espero que isso mude porque não vou descansar até conseguir um rim para essa menina que ganhou meu coração com suas inteligências fora de sério para uma garotinha de apenas 10 anos.