08

2821 Words
DULCE Saviñon pov's — Certo, acho que está pronto. — Christopher avisou, baixando o capô do carro. — Pode ligar.  Eu, que estava no banco do motorista, girei a chave e comemorei ao ouvir o meu carro reagindo de novo. Aquilo demorou menos de uma hora e eu finalmente poderia ir para casa descansar.  — De nada por salvar sua vida. — ele apoiou-se na janela do carro e sorriu de maneira provocativa.  — Não exagere. — cerrei os olhos.  Meu olhar caiu para o seu pescoço, depois foi baixando mais até eu notar que ele havia aberto todos os botões do macacão. Ele estava sem camisa e eu fiquei tentada a esticar o braço e tocar o seu abdômen. Mordi meu lábio inferior involuntariamente, dando um sorrisinho de canto. Christopher notou para onde eu olhava e deixou que uma expressão divertida tomasse conta do seu rosto.  — Ei, doutora, por que não vem aqui fora por um minuto? — afastou-se da porta do carro para que eu saísse.  Eu saí e encostei-me contra o carro como quem não quer nada, fingindo total naturalidade.  — Algum problema?  — Sim. Eu resolvi que vou cobrar pelo serviço. — chegou perto, apoiando-se no carro com a mão na lateral do meu rosto. — E pode apostar que saiu bem caro.  — Acho que eu vou ter que dar um jeito de ficar mais um pouco aqui e quitar a minha dívida. — entrei em seu joguinho, dedilhando os botões de seu macacão. Christopher avançou, beijando-me enquanto me pressionava contra o carro, deixando com que eu sentisse a sua ereção contra a minha barriga. Levantei uma das minhas pernas, com o intuito de nos encaixar mais e então ele segurou a minha coxa, deixando aquele beijo mais quente e mais agressivo.  Levei minhas mãos até seu tórax, por dentro do macacão e depois o empurrei pelos seus braços. Agora ele só estava coberto da cintura para baixo. Apertei os braços de Christopher e gemi em sua boca quando ele me colocou em seu colo, ainda me mantendo contra o veículo. Nossos lábios pareciam agir por conta própria, famintos por sentir o sabor da boca um do outro. Se eu não tivesse tanto autocontrole, gozaria apenas com os beijos que ele me dava. Pude agradecer mentalmente quando ele andou comigo em seu colo e me colocou sentada sobre o capô do carro, afastando-se de mim e me olhando com aquelas íris queimando de desejo, desejo esse que eu estava louca para saciar.  De forma instintiva, Christopher segurou a barra da minha blusa e a puxou para cima, jogando-a em um canto qualquer do chão. Logo depois, ele levou suas mãos até o fecho do meu sutiã e ao invés de desabotoar, ele mostrou que não estava com muita paciência e simplesmente rompeu a minha peça íntima, puxando-a para os lados com força.  — Você tem fetiche em rasgar as minhas roupas íntimas? — dei um tapinha em seu rosto, com a intenção de provocá-lo.  — Eu fico bem irracional perto de você. — esquivou-se sobre mim, mantendo seu rosto bem perto do meu.  Agarrei seu rosto com uma das mãos, apertando as bochechas e disse:  — Irracional você sempre foi.  Christopher riu, olhou direto para a minha boca e depois mordeu o meu lábio inferior devagar, deslizando pela pele até soltar novamente.  Livrei-me do que restou do meu sutiã e sem demora, entornei seus ombros com meus braços e o puxei para que me beijasse novamente. Ele me deitou sobre o capô e uma de suas mãos foi até o meu seio, o apertando em uma massagem excitante. Sua língua passeou da minha boca, para o meu queixo, meu pescoço e então parou em meu mamilo, onde ele chupou com muita técnica, de uma maneira que eu fiquei arrepiada em diversos lugares diferentes. Sem parar de se concentrar em meus s***s, ele baixou a minha saia junto com a calcinha, deixando-me totalmente vulnerável agora. Quando eu toquei seus cabelos e soltei um gemido, ele parou, segurou meus pulsos e colocou minhas mãos acima da minha cabeça.  — Fecha os olhos. — pediu e eu fiz o que ele disse. — Não se mexa, certo, doutora?  — Ok. — sorri.  O calor humano se foi e eu soube que ele tinha se afastado. Poucos minutos se passaram até eu sentir suas mãos tocarem os meus tornozelos e subirem pelas minhas pernas. Continuei parada, apenas respirando fundo e com meus músculos tensos. Antes que ele pudesse me tocar onde eu mais queria, afastou-se novamente e eu soltei um murmúrio irritado em protesto.  — Paciência. — ele riu de leve.  — Não estava com tanta paciência quando destruiu o meu sutiã.  — Não leva pro coração. — outra risada.  Ouvi o barulho de uma embalagem sendo aberta, mas ainda mantive meus olhos bem fechados. A sensação de vulnerabilidade estava me excitando ainda mais. Logo Christopher segurou a minha cintura e me puxou para mais perto do seu corpo. Um segundo depois e ele estava dentro de mim, me estocando com maestria, como se já fosse craque na arte de t*****r comigo – e talvez ele fosse.  Abri meus olhos lentamente e fui agraciada com a visão perfeita do homem sobre mim. A expressão do seu rosto era bruta, a testa levemente franzida e os lábios entreabertos enquanto ele gemia com aquela voz grave que era o toque final de todo o t***o que ele despertava em mim. Suas mãos apertavam firme o meu corpo, assim como seus movimentos, que não diminuíram em nenhum momento.  De repente, Christopher me ergueu em seu colo, ainda encaixado em mim, e me levou até o carro, onde ele abriu a porta do banco de trás e praticamente jogou-se por cima de mim ao nos deitar no banco. Ali ele continuou a me f***r, agora com seus braços em volta do meu corpo, num abraço apertado, quase como se nossas peles pudessem ser uma só. Eu estava suando, gemendo sem nenhum pudor e sentindo tudo em mim esquentar cada vez mais, ainda mais pelo abafamento causado pelo carro. Ele não parecia cansado, na verdade aposto que aguentaria por muito mais tempo. Ele me virou de costas e continuou a meter em mim agora com um pouco mais de força, puxando o meu cabelo para trás, me imobilizando daquele jeito dominador que era típico dele.  Não demorou até que eu gozasse, deixando meu corpo tremer abaixo do dele. Christopher foi logo depois, diminuindo a velocidade das últimas estocadas até parar de vez. Ficamos ofegantes e estáticos por alguns segundos, até que ele saiu de cima de mim e me deixou sozinha dentro do carro, onde eu fechei meus olhos pelo cansaço que estava sentindo. Me mexer não era uma prioridade no momento.  Quando Christopher retornou, vi pela minha visão periférica que ele estava em pé do lado de fora, olhando para mim com um sorrisinho divertido.  — O que foi, babaca? — perguntei, a voz preguiçosa.  — Eu já te disse que você tem uma bela b***a? — esquivou-se sobre mim novamente, sem deixar que seu peso me esmagasse.  — Você acha? — sorri de canto.  — Sim. — beijou minhas costas.  Com um pouco de dificuldade, eu consegui mover o meu corpo até estar de barriga para cima, cara a cara com ele.  — Você também tem uma bela b***a. — falei.  Christopher riu, balançando a cabeça negativamente. Ele baixou o rosto para próximo do meu e me beijou. No primeiro momento, não movemos os nossos lábios, mas então ele deslizou sua boca pela minha gentilmente, num beijo que me deixou estranhamente confortável. O beijei com a mesma intensidade, lamentando mentalmente quando ele parou e se afastou de novo.  — Quitou sua dívida, doutora. — brincou.  — É melhor eu ir embora agora. — dedilhei seu rosto com as pontas dos dedos.  — Sim. Eu também preciso ir. — ao dizer isso, ele levantou e saiu do carro, depois me ofereceu sua mão para que eu saísse também. Vesti as minhas roupas – com exceção do sutiã que ele destruiu – e me despedi de Christopher com um último beijo. Saí da oficina e assim que cheguei em casa, tomei um banho e capotei na cama, dormindo em poucos minutos.  [•••] Ter dormido mais cedo na noite anterior foi um ótimo benefício. Agora eu podia me arrumar com calma sem me preocupar em me atrasar para o café da manhã com a minha mãe. Ela insistiu que nos encontrássemos alguns dias antes do aniversário da vovó e eu sabia exatamente o motivo. Apesar de tentar disfarçar, minha mãe não era uma boa atriz e não conseguia esconder o quanto o meu pai e a minha madrasta a incomodavam. Falar m*l deles era o hobby preferido de Blanca.  Cheguei à cafeteria antes dela e enquanto aguardava, folheei o cardápio. Era melhor eu pensar bem no que eu comeria, para que a senhora "mulheres Saviñon são perfeitas" não começasse a criticar os meus cuidados com a aparência. Acho que a minha mãe ficou tão feliz quando eu resolvi dar um up em mim mesma que morre de medo de eu simplesmente voltar a não me importar.  — Dulce Maria! — ouvi ela me chamar e ergui meus olhos imediatamente.  — Mamãe! — sorri de canto.  Minha mãe andou até a mesa onde eu estava e sentou-se em minha frente. Ela estava sempre elegante, o que não era nenhuma surpresa e esbanjava um sorriso muito mais sínico do que gentil, outra coisa que também não era surpresa.  — É a primeira vez que te chamo para o café da manhã e não te encontro com olheiras. — tocou o meu queixo, forçando-me a erguer o meu rosto.  — Eu dormi bem ontem à noite.  — Ótimo! Tem que pegar mais leve no trabalho. Boas noites de sono são indispensáveis.  — Sim, claro. — assenti. — E então, mãe, qual o assunto da vez?  — Eu só queria te ver, saber as novidades. — colocou a mão sobre a minha.  Ela estava só preparando o terreno para depois começar a reclamar da família. E se ela soubesse o que eu estava prestes a fazer com a minha carreira, com certeza surtaria. Seriam boas mudanças para mim, mas talvez minha mãe não ache que eu conseguiria segurar a barra e ser tão competente. Apesar de eu sempre ser claramente inteligente, ela duvidava de mim até não poder mais.  — Não tem nada de novo. — me fiz de desentendida.  — Eu te invejo. A sua avó todo ano vem com uma novidade para o jantar de aniversário dela. — revirou os olhos. — Acredita que ela quer uma escultura de gelo dela em tamanho real? Eu deveria simplesmente não quebrar a minha cabeça com isso, mas eu amo aquela mulher como se fosse a minha mãe.  E isso era uma mentira que todos da família já estávamos cansados de ouvir. A minha mãe não amava a minha avó, até porque é raro uma nora se dar bem com a sua sogra – nesse caso, ex sogra. O que importava era a fortuna da vovó Saviñon, que não atraía apenas a minha mãe, mas noventa por cento dos ambiciosos da família. Mesmo depois de se divorciar do meu pai, a minha mãe nunca quis se afastar e nem ao menos retirou o sobrenome dos seus documentos. Ela gostava de ser uma Saviñon e não abriria mão disso.  — O que você comprou de presente? Espero que algo bem caro e brilhante. — Um colar. — respondi. — Maite me ajudou a escolher, então não vai ter erro.  — Fico aliviada. Você é péssima escolhendo joias. — fez uma careta, desviando o olhar para os meus brincos por um breve momento.  Forcei um sorriso e fingi não ter notado a alfinetada.  — O papai confirmou presença esse ano? — fui direto ao ponto que eu sabia que ela queria chegar, assim esse café da manhã acabaria mais rápido.  — Sim. — revirou os olhos. — Ele e a Alexa resolveram dar o ar da graça. — eu tive que rir ao ouvir o tom de nojo que ela usou ao dizer o nome da minha madrasta.  — Veja pelo lado positivo. Agora você não precisa mais dizer que o papai é um péssimo filho por faltar aos aniversários da própria mãe.  — Ele só vai porque quer que a família pergunte sobre as bodas de dez anos e a comemoração nas Maldivas. Ele faltou até à sua formatura da faculdade, só vai a eventos quando ele tem a chance de se vangloriar de algo.  A lembrança fez o meu sorriso morrer. Tornei a olhar para o cardápio e fiquei em silêncio, esperando que ela continuasse a falar sobre o egoísmo do meu pai até chegar na parte preferida dela, que era apontar um culpado por esse comportamento. E a culpada sempre era a Alexa, a mulher que – segundo a minha mãe – foi a responsável pelo fracasso do casamento dos meus pais. Meus pais se divorciaram quando eu tinha dez anos e meu pai se mudou com sua nova namorada para outra cidade logo em seguida, deixando todos os seus bens para Blanca e eu. Talvez ele só tivesse aberto mão de tudo porque sabia que esse era o único jeito da minha mãe aceitar o divórcio e deixá-lo em paz. Desde então, eu via o meu pai raramente, apenas em eventos super importantes, mas não em todos eles. Ele se casou com Alexa logo depois que eu terminei o colégio e eu me lembro bem de quando enviaram o convite e a minha mãe o rasgou em picadinhos antes mesmo de abrir o envelope. Eu não sabia exatamente de onde vinha toda essa raiva da minha mãe já que com certeza ela não amava mais o meu pai, se é que realmente amou algum dia. Usando o meu olhar profissional e conhecendo Blanca como conheço, eu chutaria que era um problema típico de ego ferido, algo bem comum entre as pessoas que estavam ao meu redor. Achar-se a mulher mais perfeita do mundo e ter sido trocada por outra era uma ferida aberta para ela.  — Sua prima Diane irá se casar. — finalmente ela parou de falar sobre o meu pai. — Fico me perguntando quando eu irei te levar até o altar. — riu.  — É o pai que leva a noiva ao altar. — a corrigi.  — O Fernando não é digno de fazer isso. — franziu a testa. — Enfim, não precisamos pensar nisso, você nunca teve um namorado e pode ser que nunca tenha. — suspirou, olhando para mim com reprovação.  Eu ficava irritada toda vez que minha mãe insinuava que eu não era capaz de algo e talvez essa razão tenha sido o pivô que me fez conquistar o que conquistei. E apesar de ser bem sucedida, Blanca sempre achava um motivo para me criticar, sempre tinha algo em que eu não era boa o suficiente.  — Eu passei toda a minha vida preocupada em ter uma carreira, mamãe, por isso não tive tempo para romances. — falei seriamente. — Se você diz. — deu de ombros, claramente invalidando minhas palavras. — Mas agora eu tenho um namorado. — falei por puro impulso.  — Tem? — arqueou a sobrancelha.  — Sim e ele é ótimo.  — Deve ser bem desprovido de beleza. — fez bico. — É que eu imagino você com um nerd.  — Ele não é um nerd, é um empresário e é muito bonito. — continuei naquela mentira, enfiando-me cada vez mais em uma coisa que poderia virar um problema depois.  — Qual o nome dele?  — Christopher.  — Pelo menos você vai ter um acompanhante para o aniversário da vovó. — sorriu de canto. — Suas tias vão pagar com a língua.  — Opa, espera aí. Eu não vou levar o Christopher. — ri nervosa.  — Por que não levaria o seu namorado para o evento mais importante da sua família? — olhou-me de relance.  — Ele não gosta de eventos formais.  — Para ficar com a minha filha, ele vai ter que aprender a se encaixar no mundo dela. Tudo bem, eu sabia o que isso poderia virar e tinha que manter a minha palavra até não poder mais.  — Ele iria por mim, é claro. — engoli em seco. — Vou levar ele.  Minha mãe sorriu em aprovação, aquele sorriso era bem raro para mim. E foi naquele momento que eu me dei conta de que teria que convencer a pessoa mais difícil do mundo a me acompanhar em um evento familiar e fingir ser o meu namorado. Christopher riria da minha cara, ou ficaria irritado comigo ou, na pior das hipóteses, acabaria com o nosso acordo s****l e sumiria da minha vida.  Parabéns, Dulce, acaba de quebrar a regra número um.
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