18 - purificar tapetes

3040 Words
Dulce Maria  O que aconteceu entre mim e Christopher no elevador foi movido por uma fúria, uma raiva que tinha a necessidade natural de se desmanchar em algo intenso. Então ao invés de sairmos no tapa, nós nos beijamos e durante o caminho até a minha casa eu não parei de repassar os momentos em minha mente. Eu quis aquilo. Eu o queria.  Tudo estava confuso demais, me deixei levar pelo momento e assim que nos separamos a mágoa voltou para mim e tenho certeza que aconteceu o mesmo com ele, mas Christopher sempre era tão frio que parecia ter tratado tudo com naturalidade. Já eu, era sensível demais, quase acabei chorando na frente dele quando ele me pediu desculpas e o pior é que a culpa por eu tê-lo chamado de assassino pareceu pesar mais em mim do que ter ouvido ele me julgar por abandonar o meu bebê.  Saí do uber e entrei no prédio em um estado pensativo e robótico. Meus sentimentos estavam confusos, mas o que eu tinha certeza era de que queria me trancar em meu quarto e chorar.  Mas foi só abrir a porta do apartamento que levei um grande susto. A primeira coisa a aparecer no meu campo de visão foi a b***a nua de Christian no meio das pernas de Maite. Os dois estavam no tapete da sala e o pior da cena era que eles estavam usando uma câmera. Sim, eles estavam se filmando!  — MAS QUE DIABOS!! — gritei me virando de costas.  — Droga! — Christian berrou.  — Dulce, não olha! — May se desesperou.  — Se eu olhasse mais um pouco teria ficado cega! Tenho certeza de que perdi uns vinte graus de visão. — dramatizei.  — Espera... espera... — Christian ia dizendo e eu podia ouvir eles se ajeitarem. — Pode se virar.  Virei devagar e os dois estavam vestidos em seus pijamas, extremamente desajeitados e suados. Fiz uma careta ao analisar o cenário de filme pornô caseiro que eles fizeram.  — Pelo amor do universo, me digam que essa câmera está desligada.  — Cada um com seus problemas. — May deu de ombros.  — Me lembre de purificar esse tapete amanhã. — eu disse indo até o quarto. — Podem continuar, eu já estou indo dormir.  — A gente não vai t*****r na sala com você aqui. — Christian riu.  — Pelo menos agora eu sei que não devo entrar na sala. — entrei em meu quarto e tranquei a porta.  Me troquei e estava pronta para fazer uma meditação antes de dormir quando ouvi algumas batidas tímidas em minha porta. Levantei e quando abri encontrei Maite com a face um tanto quanto preocupada.  — Você parece desanimada. — ela disse.  — Ver a b***a branca do Christian afeta as pessoas. — brinquei.  — É. — sorriu maliciosamente.  — Nojenta. — eu ri.  — É sério, o que aconteceu? — ela entrou e se sentou em minha cama, depois fez sinal para que eu sentasse ao seu lado.  — Ai, May... — suspirei e sentei ao lado dela. — Eu fiquei uma hora presa em um elevador com o Christopher.  — Como assim presa em um elevador? Você não foi comprar chá? — franziu a testa.  — Digamos que a nossa picape já era e eu tive que acompanhar ele pra ter uma carona.  — Como assim a vermelhinha já era? — arregalou os olhos.  — Ela já era. — fiz beicinho.  — Bem, mas o que aconteceu no elevador?  — Nós brincamos de eu nunca.  — Você tudo bem, mas o Christopher? — arqueou a sobrancelha.  — É, ele tem sido bem legal. Enfim, eu soube algumas coisas sobre ele e ele soube outras sobre mim, mas acabamos sendo invasivos demais, então nos irritamos e brigamos feio, usamos nossos segredos um contra o outro dez minutos depois de desabafar. — dei uma risada sem graça. — E aí a gente se beijou.  — Como assim? — ficou de pé espantada. — Não existe um dia normal na sua vida?  — Você quer falar de normalidade, atriz pornô? — eu ri.  — Agora você está usando os meus segredos contra mim. — dramatizou colocando a mão sobre o peito. — Não é segredo se você faz isso no meio da nossa sala de estar. — ela deu de ombros.  — Ok, mas e o beijo? Como você se sentiu e o que ele disse depois?  — A gente não falou sobre isso. E eu me senti muito confusa.  — Você faria isso de novo?  — Essa foi a segunda vez, então talvez... ok... sim, eu faria. Eu... eu quero fazer. — afirmei, surpresa comigo mesma.  — Então faça. Diga a ele como quer que as coisas funcionem, mostre para quê veio, o coloque contra a parede e o faça ser homem e tomar uma decisão.  — Ele já decidiu, May. — me desanimei. — Christopher nunca vai esquecer o passado e depois do que ele me disse no elevador, acho bem difícil que ele supere isso. Eu não quero achar que estou vivendo um conto de fadas e de uma hora para outra ver tudo desmoronar quando ele decidir que não dá pra me amar sem se livrar da culpa. — Isso parece um problema difícil de resolver. — ela pareceu pensar. — E se você saísse com outro cara? E aquele com quem você transou na nossa primeira saída na cidade? Jack, não era? Ele te deu o número.  — Você sabe que eu achei a energia dele suspeita.  — Dulce...  — Já basta de problemas astrais. — bufei.  — Está bem, então que tal o tinder? — franzi a testa. — Muitas pessoas encontram o amor lá.  — Eu prefiro pessoalmente, assim eu posso ver a áurea que a pessoa carrega.  — Ou talvez você queira criar obstáculos porque o seu subconsciente está tentando te dizer que você quer sentar no Christopher e em mais ninguém. — cruzou os braços me encarando.  — Não.  — Sim.  — Não! E quer saber? Eu vou sair sábado à noite, vou conhecer um cara legal e gostoso que me faça tremer as pernas e molhar a calcinha. — Você já encontrou, ficou presa com ele no elevador.  — Ai, Maite, vai terminar seu filme pornô! — falei a empurrando até a porta enquanto ela ria. Bati a porta com força e me joguei em minha cama.  Era isso, eu iria sair e iria conhecer alguém, iria esquecer o Christopher, afinal não tinha jeito melhor de tirar alguém da cabeça do que dormindo com outra pessoa.  Demorei um pouco para dormir, mas finalmente peguei no sono, sendo acordada pela campainha tocando. Peguei o meu celular para ver o horário e vi que já eram 02:37. Quem diabos estaria batendo em minha porta à essa hora e por que o porteiro não interfonou? Eu teria mesmo que fazer uma reclamação com o síndico.  Levantei da minha cama com a força do ódio e saí do meu quarto. Percebi que a luz do quarto de Maite estava acesa, então deduzi que Christian estaria lá com ela realizando algum fetiche estranho, por isso nenhum dos dois se manifestou para vir abrir a maldita porta.  A campainha tocou outra vez e eu fui pisando firme até lá. Antes de abrir, eu dei uma conferida no olho mágico, afinal já era muito tarde e eu não fazia ideia de quem poderia ser e com qual intenção estava ali.  Senti como se meu coração tivesse parado por uma fração de segundos quando vi Christopher do outro lado da porta. Ele estava coçando o braço, ato costumeiro que eu já sabia que teria a ver com um provável estresse. Seu rosto estava sério e eu não consegui teorizar nada que pudesse explicar a vinda dele até o meu apartamento.  — Eu sei que você está aí. — ele disse e eu congelei. — Abra a porta. — falou com firmeza.  — O que você quer?  — Abra a porta. — insistiu. Fiquei em silêncio, ainda pensando se deveria fazer aquilo ou não. — Dulce, se não abrir a droga da porta eu arrombo.  — É assim que você pretende me convencer a abrir? Agindo como um babaca? — pude ouvir ele respirar fundo e suspirar em seguida.  — Por favor, abra a porta, precisamos conversar. — suavizou o tom de voz.  Não podia negar que estava bem curiosa e queria mesmo saber o que era tão importante ao ponto de ele vir até a minha casa às duas da manhã. Será que ele havia dormido tão m*l quanto eu?  Destranquei a porta e enfim a abri. Christopher avançou para perto de mim quase como se fosse me atropelar e eu dei alguns passos para trás por me assustar com essa atitude exagerada. Sem desgrudar seus olhos dos meus ele fechou a porta atrás de si e agora caminhava devagar em minha direção.  — O que você quer? — ofeguei depois de sentir minhas costas encontrarem a parede.  — Você. — foi a única coisa que ele disse antes de me agarrar, me pressionar contra a parede e arrancar de mim o beijo mais intenso possível.  E diferente das últimas vezes, ele não foi direto para a minha cintura e sim para o meu rosto. Ele segurava o meu rosto como se tivesse medo de que eu fugisse, mas também tinha algum carinho ali. Christopher acariciava minha face com os polegares, trazendo meu rosto para perto do dele toda vez que eu fazia menção de me afastar.  Perdi totalmente o pequeno fio de razão que ainda tinha e comecei a empurra-lo em direção ao sofá até que ele se sentasse ali. Sentei sobre o seu colo já podendo sentir a animação em suas calças. Será que agora eu conseguiria sentir mais do que um simples roçar sob as nossas roupas? Parei o beijo subitamente e o olhei enquanto ambos respirávamos fundo.  — Algum de nós vai acabar fugindo dessa vez? — perguntei.  — Eu não vou fugir. Você vai?  Não precisei dar uma resposta, apenas tornei a beija-lo, começando a me mover sobre ele, rebolando em seu m****o duro. Christopher grunhiu de prazer e agarrou minha b***a com uma das mãos, me instruindo a continuar os movimentos.  Ele levou suas mãos até a barra da minha camiseta e a puxou para cima, me deixando com os s***s totalmente à mostra, já que eu estava sem sutiã. Ele segurou minha cintura e nós ficamos parados por um momento enquanto ele abria um sorriso, analisando meus s***s nus.  — São ainda mais bonitos do que eu imaginei. — ele disse.  — Você me imaginou nua? — sorri maliciosamente.  — Todas as noites desde que a conheci. — sorriu também. Voltamos às nossas carícias e agora ele foi fazendo um caminho de beijos, descendo por meu pescoço até chegar em meus s***s. Ele começou a chupar um de meus m*****s enquanto massageava o outro, dando puxões que faziam a dor se unir ao prazer que eu estava sentindo.  Agarrei sua nuca e fechei os olhos enquanto sentia ele correr sua língua por meus s***s, intercalando entre um mamilo e outro, deixando-me louca de desejo e excitação. Mordi o lábio inferior e gemi de forma contida.  — Não se limite, pequena, eu quero ouvir cada gemido seu. Quero te ouvir enquanto te dou prazer. — ele disse dando apertões em minha b***a. — Nós não estamos sozinhos. — sussurrei.  — Que se dane. Da forma como eu vou te f***r, é bem capaz que esse prédio inteiro te ouça gemer. — arfei num gemido baixo ao ouvir aquilo. — Quero que se solte.  — Você adora me dar ordens, não é? — arqueei a sobrancelha.  Ele sorriu de canto como se estivesse prestes a fazer algo perverso e então levantou comigo em seu colo, depois me colocou de volta no sofá e ajoelhou em minha frente, já puxando o meu short junto com a calcinha.  — Abra as pernas. Fiz o que ele disse e me excitei ainda mais ao ver a luxúria se acender nos olhos dele. Christopher começou a beijar o interior de minhas coxas e foi subindo devagar, mas então voltou a afastar seus lábios antes de encosta-los onde eu mais queria.  — Por favor... — murmurei.  — Por favor o que? — deu um forte tapa em minha coxa e o gemido que eu soltei a seguir não foi nada tímido.  — Me chupa. — arfei.  Ele sorriu satisfeito e sem nenhuma cerimônia atacou-me com aqueles lábios famintos. Sua boca passeou por cada dobra sensível do meu sexo, focando no c******s, onde ele apertava com os lábios enquanto fazia movimentos circulares bem no meu ponto de prazer.  Ok, eu acreditava que ele tivesse passado todos esses anos sem se permitir amar outra mulher, mas eu duvido muito que ele não tenha transado por aí. E do jeito como ele me chupava, com certeza fazia aquilo com muita frequência. Eu podia apostar que um homem como ele teria facilmente uma mulher diferente por noite se quisesse.  Ergui meus joelhos apoiando meus calcanhares no assento do sofá e então arqueei minhas costas, jogando minha cabeça para trás e gemendo alto, assim como ele havia dito que queria.  Sem parar de me chupar, Christopher subiu sua mão por minha barriga até chegar em um dos meus p****s, o apertando com firmeza, o que só me deixou ainda mais sedenta.  Meu corpo inteiro estava arrepiado, eu podia sentir o orgasmo se aproximando e quando ele finalmente chegou, eu me soltei gemendo como nunca. Larguei minhas pernas até meus pés tocarem o chão e voltei minha atenção para ele enquanto tentava controlar a minha respiração que estava pesada e descompassada.  Christopher ficou de pé e sem desgrudar seus olhos de mim começou a tirar peça por peça. Chutou seus sapatos para o lado, arrancou suas meias e depois foi abrindo os botões de sua camisa um a um. Acho que nunca na vida me recuperei tão rápido de um orgasmo apenas olhando um cara se despir para mim.  Sua camisa deslizou para o chão e eu mordi meus lábios ao ver os músculos perfeitamente definidos de seus braços e abdômen. Notei que ele tinha uma tatuagem em sua costela e quis perguntar sobre aquilo, mas aquele não era o momento.  Me sentei ereta no sofá quando ele começou a abrir o seu cinto. Logo depois a calça também estava no chão e eu já tinha um boa visão de seu pênis marcando a cueca. Além de ser lindo e excitante, ele ainda era bem dotado. O homem não tinha um defeito.  Quando ele tirou a última peça e ficou totalmente nu para mim, senti minha boca salivar e meu primeiro instinto foi ficar de pé para toca-lo. Corri minhas mãos por seus ombros, descendo os braços e dedilhando os gominhos em seu abdômen. Quando as pontas dos meus dedos desceram mais um pouco, ele respirou fundo.  Olhei fixamente para ele e enfim toquei o seu m****o. Comecei a masturba-lo. Christopher fechou os olhos e respirava mais fundo cada vez que eu acelerava apenas para provocá-lo. E parecendo impaciente, ele segurou meu rosto e me beijou, colando nossos corpos e me empurrando até o sofá.  Deitei e ele deitou sobre mim, beijando o meu pescoço, dando chupões e mordidas. Abri bem as minhas pernas e as enlacei em sua cintura, tentando assim trazê-lo para mais perto. Eu queria senti-lo de uma vez.  Ele parou de me beijar e eu o vi pegar a sua calça do chão, mexer em um dos bolsos e tirar de lá uma camisinha. Ok, isso ia acontecer. Relaxa e goza, Dulce Maria.  Depois de colocar a camisinha, ele colocou apenas a ponta de seu p*u na minha entrada, me olhando de forma provocativa.  — Não, não me torture. — pedi, fazendo-o soltar uma risada sexy. Ele entrou em mim devagar e eu senti como se nada mais ao meu redor existisse. O momento era composto apenas por mim e dele. Christopher foi aumentando o ritmo aos poucos, com sua boca próxima ao meu ouvido, permitindo que eu ouvisse seu gemido grave e rouco.  Nós nos abraçamos como podíamos, deixando nossos corpos totalmente unidos enquanto o sexo acontecia. Rebolei para auxiliar e aquilo pareceu tê-lo animado ainda mais, já que ele começou a ir muito mais firme e sem nenhuma cautela, chocando nossos corpos um contra o outro.  Christopher se ergueu me puxando para o seu colo, nos mantendo abraçados o tempo inteiro. Eu estava suando, tão fora de mim que se ele perguntasse o meu nome eu não saberia responder. Era como se meu corpo precisasse daquilo há anos. Eu precisava dele.  Encostamos nossas testas uma na outra e eu sorri tomada pelo prazer e felicidade que tudo aquilo me trazia. Eu não entendia direito o que eu sentia em relação a Christopher, mas era bom e era algo que por mais que eu tentasse afastar, certamente não se deixaria ser ignorado. Não dava para ter controle disso, nenhum de nós dois tinha.  Explodi num segundo orgasmo muito mais intenso do que o primeiro, mas continuei até que Christopher gozasse também, pouco tempo depois de mim. Continuamos abraçados, eu com a cabeça no ombro dele, de olhos fechados e sentindo o meu rosto pulsar pelo calor. Ele ofegava muito, passava as mãos por meus cabelos e minhas costas como se tentasse me ninar, apoiando sua cabeça na minha.  — Tudo bem? — ele perguntou depois de um tempo.  — Unhum... — balancei a cabeça positivamente, ainda com os olhos fechados. — Parece que eu vou ter que purificar a sala inteira e não só o tapete. — ri fraco.  — Então vamos pecar em seu quarto.  Ele ficou de pé e me colocou no colo. Nem precisei dizer onde era o meu quarto, já que estava bem na cara que a porta com o apanhador de sonhos era a minha.  Em outras circunstâncias, eu jamais encontraria forças para repetir a dose, mas bastou ele me deitar na cama e começar a me beijar que algo em mim se acendeu novamente, parecia até mesmo que eu tinha um combustível inesgotável que só funcionava sob os comandos de Christopher. 
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