— Você me conhece desde os meus quinze anos, Mara, já sabe como eu sou. Ela sorri sem mostrar os dentes e percebo que ela se lembra da nossa adolescência. — Apesar disso, Jorge, você deveria ser um pouco empático. Vou falar, mas ela me interrompe. — Sei que em muitas ocasiões você é, mas deveria ser mais nesse tipo. Concordo com a cabeça e tento sorrir, mas a situação não permite. Mara e eu paramos de conversar, ela se levanta para ir tomar café e eu verifico as horas no celular. Uma e meia da tarde. Suspiro e as lembranças da noite com ela me atingem. O seu cabelo castanho, longo até o meio das costas, vem à mente assim que sinto a sua maciez nos meus dedos. Lembro-me dos seus olhos castanhos com aquele brilho especial que têm quando ele me olha, e também de como percebo as batidas d

