Depois da aula

1459 Words
5° Capítulo Kiara Badin A chuva, o vento forte e a falta de ônibus no ponto de cima próximo a universidade me fez caminhar de pressa em meio ao aguaceiro na estrada. Nem um mísero guarda-chuva eu havia lembrado de pôr na minha bolsa e que desespero é a sensação de roupa molhada e o peso dos fios de cabelos. Eu não gosto desse tempo. Prefiro o pôr do sol verde da Itália que não era um fenômeno que acontecia constante e ser coroada em uma manhã com o sol tocando minha pele. Ouvindo o som da buzina, rapidamente desvio da poça d'água a minha frente e passando para o lado da calçada recebo um rio de lama contra a minha pessoa. Horrorizada, cesso meus passos e abro a boca sentindo meus cílios pesar por uma enorme quantidade d'água suja. — Dio... Merda! Imediatamente fecho os olhos e passo as mãos sobre, limpando-os como posso. — Sua i****a. Você por acaso está tentando morrer ? Reconhecendo a voz paro tudo o que fazia e o olho. Ele parecia extremamente impaciente quando empurrou a porta do seu carro e saiu enquanto retirava seu terno, vindo até mim. Sentindo seu corpo alto, forte e intimidante causar algum efeito dentro e fora do meu corpo, recou um passo que é o que precisava para esbarrar no portão de madeira e rugir de desgosto. — Você não vai encostar um dedo em mim. _Decretei firmemente, apertando as mãos na alça da bolsa. No mesmo instante em que ele deu um novo passo, lento e cauteloso, eu pulei de susto pelo estrondoso trovão. Olhando para o céu as nuvens corria e o tempo fechava, escurecia assustadoramente. — É um aviso do céus que você deve aceitar o meu terno e entrar no meu carro para eu leva-la até sua casa. Descrente, voltei a atenção para ele e sorri contragosto. — Ou o contrário. Que é o que eu vou fazer. _Prendi as alças da bolsa em meu ombro e me virei o dando as costas. — Passar bem. Ele só aparecia em minha vida em dias desastrosos como um vulcão destemido e depois fingia não saber de nada e é claro que tudo o que eu não queria era essa agitação e encenação toda que ele carregava. Gosto da minha vida pacata, nunca fui de se perturbar facilmente e sou mesmo exageradamente pacífica. Mas, esse homem me tirava a tranquilidade, posso até está soltando fogo das venta. — Tudo bem. _Sua voz soava ao meu lado. Olhando percebi seu carro em movimento, lentamente seguindo ao meu lado. — Começa ? Juntei minha testa. — Começar o que ? _Desentendi a que ele se referia e continuei andando. — A me contar quem é Kiara Badin, além da melhor aluna da turma ? Paralisei e o encarei, seu carro também parou e contemplei os pingos de chuva molhar o relógio dourado de pulso em sua mão que estava pra fora. O topete alinhado do seu cabelo se desfazendo e decaindo sobre sua testa, tudo em câmera lenta. Trazendo uma mão para frente aos meus olhos, a balancei acreditando está em transe e voltei a olha-lo. Isso só podia ser mentira. Ele não podia ser o único homem que ficava charmoso fazendo careta confusa. — O que foi ? _Questionei, engolindo a seco. — Você, que não desperta. _ Ele tocou a buzina e eu não entendi como me permitia passar esse mico. Me recomponho, era palpável que não estava sonhando e ele era somente outro homem, como qualquer outro. — Vai seguir comigo até o ponto de ônibus ? _Ele assentiu, um riso brotava em seu lábios carnudos. De onde esse homem saiu ? — E não tem uma vida, sei lá, pensar na hipótese de jogar outra moça nas prateleiras de algum "Mercado imundo." Seguidamente ele buzinou. Estranhando a atenção que ele chamava me apressei até a janela do seu carro. — Entre. _Ele pediu assim que eu separava os lábios para esbravejar. — A chuva está aumentando e acabei de ouvir no rádio que aconteceu um acidente. Olhe a volta. Por isso a falta de veículos. — Como acreditar no senhor que um dia me ameaçou jogar nas prateleiras do mercado ? Ele bufou, soltando a mão do volante, vindo a me fitar com seus olhos amendoados e límpidos. Tão vibrantes e misteriosos que era difícil manter a atenção neles. Mudei avista. — Me deixe lhe dar carona ao menos para me redimir ? — Se redimir ? _Repeti em desconfiança. Seus olhos bonito se abria mais ainda para mim. — E as desculpas, o senhor acha que não mereço ? — Quando fez com que eu manchasse minha camisa, você não se desculpou. _Admitiu. Abaixei minha cabeça, melhorando a vista nele. — Mas eu praticamente implorei para lava-la para o senhor e você foi um grosso. — Moça.Veja bem. _Sua mão de repente raspou na minha deixando uma onda de calor inexplicável e segurou a alça da minha bolsa em meus ombros. — Eu não sou de ter empatia por ninguém. Da mesma forma que me ver como alguém não confiável, eu vejo você. Eu não quero nada além de lhe oferecer carona em um dia chuvoso. Não vou arrancar seus rins só porque está custando uma fortuna. Franzi o cenho com suas últimas palavras e mesmo sentindo uma pontada de tremor por vê-lo como alguém capaz de fazer aquilo, assenti e abaixei meu ombro, deixando que ele retirasse a bolsa do meu alcance e dei a volta no seu carro, entrando e batendo a porta, deixando nítido que não era o meu querer. — Siga reto e vire a esquerda, pegando a estrada... — Qual parte do "Aconteceu um acidente" você não entendeu ? _Achando graça na sua ignorância, ele riu e me entregou a bolsa. Confusa, soltei o cinto de segurança. — E como pretende me levar até em casa ? — Um atalho. Pisquei desentendida e recolhi a bolsa. — Por aqui não tem atalho. _Revelo já arrependida de ter entrado no carro espaçoso, no entanto pequeno demais para se está com ele. — Então a Senhorita Badin não conhece perfeitamente Sicília. _Concluiu, dando partida. Novamente voltei a colocar o cinto e foquei toda minha atenção na estrada, evitando a todo meio esquecer o impossível que era sua presença já que seu cheiro vicioso impregnava em minhas narinas. — Seu sotaque não é de italiano. _Indaguei sem me dar conta que as palavras escaparam. Limpo a garganta, buscando conforto no assento. — Digo... — Eu sou brasileiro. — Há. _Foi unicamente o som que saiu da minha boca. — Já que começou o assunto nada mais justo que continuar. _ Não me olhou e eu fiz, interessada não sabia em que. — Ao retirar a alça do seu ombro notei uma cicatriz que me parece ter mais ou menos dois anos de vida. O que aconteceu ? _Me encarou. Imediatamente virei o rosto, agradecendo interiormente por essa "Marca" em minha vida está do lado da porta, impedindo que ele volte a nota-la. Como eu disse. Meu relacionamento deturpado com Romeo era rodeado por contaminação. Simples... Fui contaminada. — Eu caí. _Menti. Porque ele não precisava saber que por vezes fui espancada por o homem que estava apaixonada. — E o homem que estava mais cedo no portão da universidade. Era seu irmão ? Contudo, o fitei, escandalizada por de repente está de algum modo, nós dois referindo a mesma pessoa. — Não. Com meus olhos na estrada, senti seu olhar em meu ser. — Me leva a crer que era então o homem que deu porrada em seu coração. _Concluiu e sem saber se estou pálida ou não, o encarei. Devo salientar aqui que foi assustador nosso olhar se reencontrando, era como se ele estivesse pronto para confidenciar que sabia todas minhas mais terríveis dores. — Como ? _Me perdi demasiadamente. Ele riu. Um riso gracioso mais não propício para aquele momento. — Chegamos. _Disse, retirou o cinto de segurança e deu um pequeno esforço ou nenhum na verdade e pegou seu terno no banco detrás, saindo do carro e batendo a porta. Eu. Bom, eu fique procurando naquela mata a minha casa e não encontrei. Retiro também o cinto, observando a volta por dentro do carro. — Onde estou ? _Me perguntei e no mesmo instante a porta do meu lado sendo aberta. — Estamos na minha casa. _Imediatamente, virei o rosto para ele. — Agora vou prende-la no quartinho dos escravos e amolar meu facão para enterra-lo facilmente em sua pele, fazer um admirável corte profundo e roubar todos os seus órgãos para mim. Afinal, eu trabalho com isso. Arregalei meus olhos, sentindo-me esmiuçada e amedrontada.
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