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3045 Words
Capítulo 97 Grecco narrando Eu tinha pegado no sono dentro da boca, eu acordo minha cabeça tá explodindo, eu pego meu celular e tinha algumas mensagens de Sampaio dizendo que um dos gêmeos tinha voltado para UTI e estava em coma. Eu dou vários socos na mesa porque parece que tudo está dando errado para todos, uma onda de azar. — Grecco -Jeff fala entrando na boca – estou te procurando por tudo que é lado. — O que aconteceu? — Jacaré – ele fala – encontrou um carro carbonizado no matagal. — Como? – eu pergunto para ele. — Ele mandou a gente descer lá – ele fala. — Karina – eu falo olhando para ele – m***a , a Karina. Eu desço até lá o mais rápido possível, jogo a moto longe e vou até o carro, Jacaré estava do lado e ele me encara. — Quem é? – eu pergunto — Não dá para reconhecer – ele fala – o corpo está carbonizado e decomposição. Eu me aproximo do corpo e de longe vejo so brincos de Karina. — O que é isso? – Joca fala descendo da moto — Meu Deus – Ht fala com a mão na cabeça. Eu olho para o corpo carbonizado e eu sinto uma dor h******l dentro do meu coração, um aperto, um m*l estar. Eu me ajoelho no chão e começo a passar m*l, era como se meu chão tivesse se aberto naquele momento. — Grecco – Jeff fala – Grecco. — Enterrem ela no mesmo tumulo de Maria Izabel – eu falo para eles. – eu preciso ir. — Vai onde? Jeff pergunta – você vai onde? — Eu preciso ir. Eu subo na moto e vou em direção a minha casa, quando chego eu começo a quebrar tudo. Flash black onn — Promete proteger Karina? – Maria Izabel pergunta – Promete Grecco? — Eu prometo – eu falo para ela. Flash black off Eu sinto as lagrimas descer sobre meu rosto e eu quebrava tudo que eu via na minha frente, jogava tudo pela parede, tudo. Flash black onn — Abaixa a arma filho da p**a – Jean fala com a arma na minha cabeça. — Não abaixo – eu falo para ele. — Então você vai morrer c*****o – ele fala e eu me viro para ele. — Me mata – eu falo olhando para ele – você não vai sair vivo daqui de dentro. – ele começa a rir — Você que acha – ele fala e destrava a arma – eu vou sair vivo da mesma forma que eu entrei. — Ah não vai, seu filho da p**a – eu falo para ele. — Vou sim – ele fala sorrindo. Sinto uma paulada na minha cabeça. — Grecco – Maria Izabel grita e eu caio no chão. Minha vista escurece toda e escuto uma discussão de longe, abro os meus olhos e começo a ver vultos, sinto um tiro e vejo Maria Izabel caindo no chão. Jean sai de dentro da sala correndo e eu me rastejo até ela. — Maria Izabel – eu falo pegando ela nos braços ainda bem zonzo. Flash black off Eu acendo um baseado e me jogo no sofá. Minha vida não faz mais sentido, eu queria ter falado tanta coisa para Karina, queria ter falado a verdade, te dito a ela que eu a amava, ela morreu achando que eu só me envolvi com ela por causa da Maria Izabel, por vingança, mas não. Flash black onn — Cara, se é muito chato. Que foi princesa da zona sul, começou a falar diferente? – eu falo debochando da cara dela vendo que ela estava com ciúmes. — Eu vou embora. — Não vai não – eu a seguro e trago ela para o meu caro. – eu quero você aqui. — Aqui? – ela pergunta em um ar irônico e eu abro um sorriso para ela. — Aqui mesmo – eu falo apertando as suas coxas , a gente sorri e a gente se beija. Flash black off Capítulo 98 Fabiene narrando 1 mês depois.... O meu plano tinha dado certo, com ajuda da pessoa que eu tenho aqui dentro do morro da Rocinha, eu consegui o laudo falso dizendo que era a Karina. — Grecco – eu falo balançando ele. – levanta. — Me deixa Fabiene. — Olha essa casa – ele me encara – olha você, cara. Que isso, você é´bandiod é o que? — Me deixa em paz Fabiene c*****o vai pra p**a que pariu. — Me desculpa, mas eu não vou desistir de você – ele me encara – eu não desisti de você quando Maria Izabel morreu, não vou desistir agora também. — Maria Izabel por minha culpa e eu matei Karina também. — Você não tem culpa disso. — Se eu não tivesse pego Maria Izabel, ela estaria viva e com Karina – ele fala me encarando — A culpa não é sua, a culpa é do Jean – ele me olha – sej aqume for, não foi você que atirou nelas, para com isso de se culpar. Nenhuma das duas iria querer te ver assim. — Eu prometi a Maria Izabel que cuidaria de Karina, que a protegeria eeu a matei – ele fala sentando na cama. — O morro precisa de você, os seus amigos precisam de você – eu falo para ele – Sampaio e Ester estão com a menina na uti, ocrrendo risco de vida, o morro precisa de você. A vida precisa seguir e você precisa seguir a sua vida. — Para você é fácil c*****o – ele fala exaltado e o Grecco de antes tinha voltado a tona – Maria Izabel era mãe dela – eu olho para ele – eu matei mãe e filha, elas morreram por minha culpa c*****o. — Você amava as duas, eu sei disso e eu também sei que as duas também te amavam – eu falo para ele – e nenhuma das duas iria querer te ver assim, vai tomar um banho e vai seguir a p***a da sua vida, tu é bandido, tu é traficante, tu tá parecendo a p***a de um banana – ele me encara – acorda pra vida, tua família é teus parceiros, são os traficantes que cresceram contigo e eles estão precisando de você, o morro está precisando, os moradores estão precisando. Você não quer se ajudar e nenhuma das duas está feliz com você dessa forma. Eu saio da casa deixando ele ali, mas quem sabe ele reage, eu não sei mais o que fazer. Mas penso quando ele disse que Maria Izabel era mãe de Karina, eu sempre soube disso, sempre tive certeza que Karina era a criança que ela tinha abandonado. Maria Izabel nunca foi santa, mas Grecco sempre achou que ela era. Capítulo 99 Fabiene narrando Eu olho para Jeff e Jacaré e saio andando, acendo um baseado e me sento na quadra olhando os meninos jogarem. Os flash black do passado me vem na cabeça. Flash black onn — Quanto ele paga? – Maria Izabel pergunta — 500 a noite – eu falo — 500 a noite? – ela pergunta — É uma bolada Maria Izabel – eu falo e ela me encara — Se meu primo descobre, grecco descobre estou ferrada. — Pede grana a ele – eu falo — Jamais pediria grana a Grecco. – ela fala — Porque não? Vocês não estão namorando? — Não – ela fala – deixa para lá. — Ele ama você e você ama ele – eu falo para ela – não é? — Diz que eu vou. – ela fala — Jean o nome dele. — Eu vou – ela fala – minha mãe está doente, você sabe que meu pai não quer ajudar, eu preciso ajudar ela e jamais vou pedir dinheiro a Grecco. — VocÊ qe sabe – eu falo – então vamos, vou marcar com ele e você vai. — Ok. Flash black off Eu e Maria Izabel eramos melhores amigas, ela sempre soube que eu era apaixonada por Grecco, mas ele se envolveu com ela, amou ela e depois eu disse que estava tudo bem, mas Maria izabel sempre teve seu passado por fora, sempre teve. Flash black onn Maria Izabel já estava se encontrando há tempo com Jean, ele pagava bem a ela e eu recebia também por ter colocado ela lá. E ai as coisas se encaixava para mim e para ela. — Eu estou grávida – ela fala — Do grecco? – eu pergunto — Não – ela fala me encarando – do jean. — Você é louca, como engravidou de cliente? – eu pergunto para ela — Eu não sei o que fazer – ela fala chorando — Maria Izabel – eu falo para ela – como você engravidou dele? Você é louca. Ter engravidado dele, daquele homem. — Para de me deixar nervosa – ela fala — É a pior coisa do mundo foi você ter engravidado dele, eu sempre disse a você, que era só s**o e recebia e ia embora. — Eu sei disso – ela fala – mas aconteceu e eu vou fazer o que? — Ele não é esse principe – eu falo para ela – você precisa tirar essa criança. — Eu disse a ele que eu estava grávida – ela fala — Você fez o que? Você é louca? – eu pergunto para ela – ele vai fazer sua vida um inferno. — Ele me propôs sumir – ela fala – e voltar depois que a criança tiver nascido. — E a criança? – eu pergunto — Fica em um convento – eu nego — Não faz isso – eu falo para ela – não faz isso. — Eu não posso aparecer grávida, meu pai me mata – ela fala — E você vai sumir? – eu pergunto para ela. — Eu estou grávida de quase cinco meses – ela fala — Cinco emses? – eu pergunto – eu e Grecco a gente não trnasava a meses e só voltamos a t*****r a dois meses. — Meu Deus, Maria Izabel, diz que essa criança é do Grecco – eu falo — Não posso, ele vai se decepcionar comigo – ela fala – ele vai pensar oq eu de mim? — Jean vai fazer sua vidaum inferno – eu falo para ela. — Eu vou para o convento, tenho a criança e deixo ela lá – ela fala — Não. — Sim – ela fala — Minha tia trabalha nesse convento – eu falo — Sua tia? – ela pergunta — Eu vou pedir a ela, para te proteger lá – eu falo – mas você não deveria ir. — Eu vou – ela fala – eu não quero essa criança. Flash black off Maria Izabel teve a criança e deixou ela lá, voltou ao morro, quando apareceu na vida de Karina, ela já era grandinha, tinha 4,5 anos de idade, queria sua filha de tudo que era jeito mas Jean fez sua vida um inferno. Só que até ai, ela fez Grecco sofrer muito, não quis ficar com ele, casou com outro na frente dele, negou ele quando ele foi atrás dela impedir o casamento. Ela nunca mereceu o amor dele, nunca. Capítulo 100 Karina narrando 1 mês depois.... Estou aqui há quase três meses, eu me sentia enjoada o dia inteiro, minha barriga já começou aparecer e pelos exames que fiz aqui dentro, eu estava de 17 semanas, mais ou menos 4 meses e uma semana. Eu queria tanto que Maria Izabel tivesse aqui, que Samanta tivesse comigo, vivendo esse momento e até mesmo que eu tivesse com Grecco ao meu lado, eu sinto falta dele diariamente, eu jamais queria ter vindo parar aqui e se eu soubese não tinha saído daquele lugar daquela forma, mas eu fiquei tão em pânico em ver tudo, em saber de tudo, que naquele momento eu não consegui em pensar nada, era a gravidez, a samanta, a realção dele com Maria Izabel tudo junto. Eu estava deixando algumas lagrimas descer quando uma freira que era a mais tranquila dali de dentro, se aproxima de mim. — Karina? – ela me encara e eu a encaro, era a mesma que tinha me tirado daquele dia de perto da Vitoria , ela se chamava Ana Julia. — Eu trouxe para você – ela fala me encarando – vi que você não conseguiu almoçar, é um suco de limão, ajudava a sua mãe quando ela estava grávida de você. — Minha mãe? – eu pergunto para ela – é logico, como não pensei nisso, ela ficou aqui também. — Ficou – ela fala me encarando – Maria Izabel ficou aqui, eu preciso te entregar isso. — O que é? – eu pergunto — Pega e esconde embaixo da roupa – ela fala – depois olha em seu quarto, sua mãe era uma pessoa incrível, a gente chegou juntas no convento. — Você tam´bem fico grávida? — Não – ela fala – eu perdi meus pais e vim para cá – eu a encaro – virei freira, Maria Izabel não queria. — Eu fiquei e ela foi embora? – eu pergunto para ela. — Ela era muito nova – ela fala – ela nunca quis se envolver com Jean — Como ela se envolveu com ele? – eu pergunto para ela. — Ela era g****************a, isso é o que ela me dizia, sua mãe ficou doente, seu pai não queria ajudar e ela se envolveu com ele por causa de grana – eu olho para ela – ela engravidou e ele propôs que ela ficasse aqui até que a criança nascesse. — Isso é verdade? — É – ela fala – eu,ela e Samanta viramos muito amigas. — Samanta? – eu pergunto — Sim , depois que você nasceu quem cudiou de você desde os primeiros dias foi Samanta – ela fala – quando seu pai veio te buscar, você tinha um ano de idade, e levou Samanta junto. — E Maria Izabel? — O que eu sei – ela fala – é que ela veio atrás de você aqui, depois de uns 4 anos, mas você não estava mais aqui , Soraya deixou ela em uma sala e Jean esteve aqui, ela foi embora com Jean e depois eu nunca mais soube de nada. — Ela casou com ele – eu falo – e me criou junto de Samanta. — Maria Izabel era uma menina, assim como você – ela fala – apaixonada, iludida pela vida, apanhava muito do pai, sua mãe foi jogada para fora do morro doente, oprimida pelo primo dela, humilhada. Ela sofreu muito e ela tinha medo que você sofresse também, mas eu tenho certeza que ela sempre te amou muito. — Humilhada pelo primo? – eu pergunto — Sim – ela fala – um tal de Jefersom , eu acho, que era esse nome ou Hedersom, não sei , não lembro assim o nome. — Jeffersom – eu respondo — Eu preciso ir, se Soraya me pega aqui – ela fala – conte comigo para qualquer coisa. Ela se levanta e sai e eu fico ali, eu vou para o meu quarto rapidamente, entro no quarto e me encosto contra a porta, porque não tinha chave e qualquer pessoa poderia entrar, eu pego a foto que ela tinha me entregado e era uma foto de Maria Izabel grávida de mim. Eu começo a chorar muito, muito mesmo, quando eu viro a foto, tinha algo escrito. ‘’ Minha filha Karina, me perdoa por não te criar. Eu não mereço você, mas eu te amei desde que senti você mexendo dentro de mim. Me perdoa.’’ Eu começo a chorar muito, eu sento no chão chorando agarrada naquela foto. Capítulo 101 Karina narrando Eu penso muito no que Vitoria me disse antes de morrer, de que Fabiene tinha levado ela para lá, então que ela era a culpada por ela ter parado aqui e começo a ter certeza de que ela era a cabeça dentro do morro a mando de Jean. Mas como eu iria dizer isso a Grecco e a todos? Não fazia nem ideia de onde eu estava. Eu pego o bebê de Vitoria que era um menino no colo e balanço ele, abro um sorriso. — Eu tenho certeza que vamos sair daqui – eu olho para ele – que o seu tio vai vir nos tirar daqui, eu peço isso todos os dias e se esse lugar realmente for de Deus, ele vai nos tirar. Tinha outra menina, Maria Olivia que estava dormindo no berço ao lado, logo faço Jonas dormir e coloco ele no berço, uma freira entra. — Vai descansar Karina – ela fala me encarando e eu a encaro – você não deveria estar aqui, está grávida, precisa descansar. — Eu estou indo – eu respondo para ela, eu a encaro – você viu Ana Julia? — A freira Ana Julia? – ela pergunta — Isso – eu respondo — Está na cozinha, precisa de algo? — É que ela me deu um óleo para estria e eu queria pedir amsi um pouco. — Ah sim, ela vive com esses óleos e chás – ela fala – você pode a encontrar na cozinha. — Obrigada. Eu saio andando do quarto com uma dó no coração em deixar aqueles bebês ali, por mim levaria os dois embora, eu vou descendo para cozinha e encontro Soraya, ela me encara. — Karina, o que faz por aqui? — Eu estou procurando a Freira Ana Julia para pegar mais um pouco de óleo que ela me deu. — Entendi – ela fala – deve estar na cozinha. — Obrigada. — Espera – ela fala e eu anecaro — Sim. — Você tem consulta amanhã pela manhã – ela fala me encarando — Consulta? – eu pergunto — Preciso saber o s**o da criança – ela fala me encarando — Porque? – eu pergunto para ela. — Necessidade do orfanato – ela fala e sai andando. Eu olho para ela e fico pensando nessa necessidade do orfanato, estava com medo, do que podia acontecer com meu bebê.
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