Capítulo 03

1070 Words
David Quincy Sábado às 11:47 no Sanatório Blackwood, Oxford (Inglaterra). Antes de explicar como iniciou minha amizade com Ariel, eu precisava por fim. Esse troglodita não pode pensar que, o sanatório é seu retiro de férias. — Chegou à louca! — Se referiu a ela. — E você? O ganhador de b****a do ano? — Respondeu Ariel enquanto o estimula a continuar. Riscoso, tenta acovardar Ariel, usando toda sua extensa massa muscular. Seus amigos o acompanha, sempre como animais iguais a roedores. Estamos em menor número, menos força e resistência, não obstante, recuso a deixá-lo prosseguir. Uso meu pé direito, dando o primeiro passo à frente. Meu coração pouco palpita. As sessões de tortura na câmara, são muito mais agonizantes, dolosas e sem emprazamento que toda sua composição de noção. — Não toca nela, seu i****a! — Assumi seu posto. — E o que você vai fazer, em? — j**k me impulsionou para trás. Desconcentrado, resvalei na comida espalhafatosa no piso. Imposto ao pavimento, sinto dores concentradas no meu antebraço esquerdo. Risonhos, os indivíduos do salão se agitam. Os mastins se aproximam para interferir, acompanhados pelo diretor Albert. Pressupondo que, eu leve novamente a culpa pelos atos de j**k. O diretor sempre renega minhas justificativas, mesmo possuindo razão. — Mais uma confusão, David? — Recebo uma nova investida de Albert. Ponho força para me levantar. A parte detrás da roupa está suja. Passo à mão rapidamente, tentando retirar os restos de alimentos. Estou cansado de receber punições ao me envolver numa zombaria. — Ele que começou. — Discordo. — Nós estávamos apenas passando pelo refeitório, Sr. diretor. Foi o David que começou a confusão. — Esse maldito mentiroso. — Para de mentir seu i*****l, todo mundo viu que foi você. — Rosnou Ariel. Você não sabe de nada, i****a. Seu amiguinho que não deve entrar no meu caminho! — Advertiu. — Vamos rapazes! — Saiu dos aposentos. Frustado com isso, provavelmente o diretor condenará o ocorrido, ocasionando toda a culpa em mim. Esse velho m*l vestido, ainda vai pagar por todos os castigos e punições desnecessárias. — Mais uma confusão e voltará para a câmara, ouviu? — Mas foi ele que começou. Será que você nunca ver nada? — Insistiu Ariel, mesmo com o perigo a rondando. — Eu que dito as regras neste sanatório, todos que estão aqui, devem obedecer! — Murmurou. — Mas não é justo. — Insistiu. — A vida não é com ninguém. Olhe para o seu amigo. — Citou a mim. — Acha que ele está aqui, por que gosta? E provavelmente nunca sairão. Eu vou indo! — Mostrou seus dentes encavalados e transitou para outras acomodações. Toda aquela gente, havia se dispersado, aos poucos o salão esvaziou. Sinto-me exausto e aceito minha perda, de todas essas pessoas e dificuldades que enfrento. Eu tinha uma vida lá fora, meus amigos, Martin que me faz tamanha falta. — Bom, eu vou me limpar. Te encontro no jardim. — Comunico a Ariel. Caminhando até o saguão, finalmente vou relatar, como tudo começou entre eu e Ariel. O primeiro ano foi o mais difícil, não fiz uma única amizade, sendo diariamente levado para a solitária. Considerei que nunca me adaptaria. Eu normalmente estava deprimido, até saber que alguém também havia sido injustiçado. Ariel Sanders, mulher de cabelos longos e pretos, corpo esbelto e um sorriso de atiçar qualquer homem, e foi assim que sua história surgiu. No início, nossa amizade foi vagarosa. O que nos uniu foi a injustiça que nós dois sofremos. Até onde sei, Ariel era uma menina rica e da alta sociedade Londrina. Ela conheceu alguém mais desprovido, se casou, e a partir desse período, foi enganada. Não conheço os detalhes, mas ouve um plano e Ariel acabou vindo parar no sanatório. Ele ficou com toda sua fortuna, a deixando na mesma situação que eu, mas não desistimos, ainda. Alcanço o saguão do sanatório. Cada indivíduo recebe duas toalhas anuais. É responsabilidade nossa, deixarem elas limpas ou imundas, aconselho a primeira opção. Os mais antigos do sanatório, possuem um lugar só seu, penei para conquistar este espaço. Escancarando meu armário, pego uma das toalhas brancas e limpas. Existem seis banheiros neste espaço e mais quatro no refeitório. Apenas dois estão ocupados no momento atual Transpondo pela porta, abro a válvula do chuveiro, até que os pingos de água caem numa maior intensidade. Foi o melhor instante dos dias, é quando parece que estou fora daqui e tranquilamente liberto de toda a apreensão. Neste mesmo dia, minutos após o banho relaxante. Estou mais animado e com roupas higienizadas agora. Marquei de encontrar Ariel na área livre do sanatório. Diria que é o recinto mais belo. É quando conseguimos pensar de modo fantasioso que, realmente não estamos trancafiados. Caminho até o jardim. Alguns recebem o tratamento ao ar livre, chamado de psicoterapia, mas nunca passei por isso. Talvez saibam que, não estou louco e tudo é apenas uma tremenda armação. Não durou muito para me encontrar com Ariel. Sua beleza exposta a luz do sol, é estonteante. Ela já foi assediada por alguns rapazes daqui e durante os anos, sua fama de durona só foi aumentando, é um modo de afastar às pessoas de si. Assentei na cadeira com meus braços apoiados sobre uma mesa de madeira esférica. Ela me observa feliz, diria que amo sua companhia. Adoramos conversar sobre nossos futuros dias de liberdade, algumas aventuras passadas e outras nem tantas, assim suportamos os anos habitados. — Está mais tranquilo agora? — Sondou Ariel. — Tô cansado deste maldito lugar, temos que dar um jeito de escapar. — Penso em algo. — Impossível, já tentamos fugir inúmeras vezes e a única coisa que conseguimos é dormir na sala branca. Aquele lugar ainda me dá arrepios. — Revelou. — Não podemos passar toda a nossa vida presos, preciso encontrar meu irmão e ajudá-lo. — Questionei. — O que está pensando, David? — Escapar! Ridicularizando minha ideia, Ariel permanece severa por minha nova tentativa frágil de fugir. Não posso permanecer mais nenhum minuto, e se eu conseguir, venho logo depois de recuperar minha fortuna, e a levo comigo. — E como vamos fazer isso? — Você vai me ajudar! — Suplico sua ajuda. — Também quero sair, mas não acredito que vamos conseguir. A segurança do sanatório é reforçada à noite. — Lembrou dos detalhes. — Eu vou dar um jeito, Prometo! — Seguro suas mãos temerosas. ?
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