Capítulo 6

1066 Words
Quando o Afonso chegou em casa, encontrou chinara na porta. " Afonso que foi isso que aconteceu, você está todo molhado, vá para o quarto agora trocar essa roupa, para não ficar doente." " Eu não importo Chinara de ficar doente, não quero mais saber de nada." " Não é assim senhor Afonso que você vai ajudar Jamila." " E como posso ajudar ela?" " Precisa ficar com outras mulheres, assim seu pai e sua mãe vão achar que você não sente mais nada pela Jamila e deixaram ela em paz." " Eu não sei se eu consigo fazer isso." " Consegue,se você a ama de verdade vai conseguir, e talvez até esqueça Jamila de verdade, isso vai ser o melhor para vocês dois, que eu ainda nessa vida nunca vi um senhor branco casar com escrava." Afonso foi para o quarto trocou de roupa e se deitou, será que a solução de tudo era mesmo aquilo, ficou no quarto pensando e se convencendo que seria o melhor. E quando todos estavam na mesa se preparando para jantar, Afonso se aproximou. " Licença meu pai e minha mãe vou sair para me encontrar com uns amigos." " Nessa hora meu filho, e ainda sem jantar." " Pode ir Afonso." " Como assim em Santiago pode ir sem comer!" " Isso mesmo deixa o Afonso fazer o que ele quer." Jamila que estava servindo a mesa nem levantou a cabeça, e voltou para a cozinha. Achou um pouco estranho ele sai com tudo escuro, mas continuo o seu trabalho até a hora e se recolher em seu quarto. Ofélia realmente não gostou do que aconteceu. " Ofélia precisamos dar essa chance para que Afonso esqueçer de uma vez esse escrava e quem sabe assim a gente nem precisa mandar ele para Portugal , prefiro meus filhos perto de mim." Ela escutou calada e balançou a cabeça concordando com o que estava ouvindo. No outro dia no desjejum, Afonso também não participou, então depois que Jamila ajudou chinara foi andar com Sol. Sol estava sempre alegre e já paquerava um Senhorzinho filho do dono de um plantio, eles ficavam de longe se olhando e rindo, Jamila preferia nem comentar estava esperando que ela mesmo falasse. Enquanto eles se olhavam Jamila sorria. " O que você está achando graça?" " Nada sinhazinha." Então se olharam e ficaram as duas rindo. " Eu só acho ele bonito,só isso." " Sim é claro." " Mas eu quero a sua opinião,você não concorda que ele é bonito?" " Sinceramente,sim" As duas seguirão o caminho sorrindo e deram de cara com Afonso. " Irmão onde estava hoje cedo?" " Resolvendo alguns problemas Sol." Jamila ficou olhando mas Afonso a ignorou e seguiu o seu caminho indo para casa. Sol jamais tinha percebido alguma coisa estranha entre eles dois, e seus pais proibiram que soubesse oque aconteceu. Jamila também,mesmo a amando não comentou nada pois ela sabia que ali na verdade era um trabalho, e ela era a escrava. "Jamila você nunca mais contou nada,da sua vida com seus irmãos." " E Sinházinha , sempre foi muito difícil para mim lembrar de tudo que eu vivi com eles, saber que nunca mais vamos nos ver." " Você disse que os casais que estavam na frente de meus pais os compraram, posso perguntar a minha mãe se ela, os conhecia." " Você faria isso por mim Sol?" " Claro que sim." Jamila abraçou. " Calma não é certeza que ela os conheça,mas vou tentar te ajudar saber quem comprou seus irmãos." E as lágrimas desceram dos olhos de Jamila que continuou a abraçando . " Sim agora vamos tomar um chá, não quero ver você chorar." Quando elas estavam caminhando o feitor Alfredo passou de cavalo devagar, olhando para Jamila que ao perceber a presença dele baixou a cabeça. " Nossa, esse empregado de meu pai te olha de um jeito, como se quisesse te agarrar, a qualquer custo, olhe para trás rápido ele continua te olhando." Jamila Ficou calada e permaneceu de cabeça baixa, tinha muito medo dele, do m*l que ele fazia para o seu povo e os castigavam cruelmente. " Nossa Jamila você tem medo dele, estou vendo em seus olhos." " Sim ele é um homem muito r**m para o meu povo. " Mas você não precisa se preocupar eu não deixaria ele fazer nada de m*l com você e nem com Chinara." Sol pegou na mão dela tentando a acalmar, de uma certa forma ela se sentia segura, perto de Sol. Quando elas chegaram até a fazenda o feitor estava na sala conversando com Santiago. Quando ele viu Jamila entrando não conseguiu disfarçar o desejo que tinha por ela, Santiago já sabia e queria entregar ela para ele fazer oque quiser na cama com ela, porque o feitor Alfredo era um homem que Santiago confiava muito. " Quando o senhor vai deixar eu levar ela para o meu quarto como prometeu?" " Não me cobre Alfredo." " Desculpa senhor Santiago, mas eu tenho muito desejo em ter ela pra mim." " Não tenha pressa eu disse que daria ela para você levar para cama e assim vou fazer no momento certo, recompensarei você pelas coisas que tem feito para mim." " Sim esperarei o momento certo." Quando Jamila chegou na cozinha escutou mulheres contando a Chinara que Afonso estava se deitando com várias jovens escravas. Jamila não conseguiu disfarçar o quanto doeu ouvir aquilo, começou a organizar a comida e as lágrimas desceram no seu rosto. Alfredo entrou e sentou para comer algo, quando Jamila foi servido ele segurou em seubraço. Ela teve tanto medo, mas Chinara o interrompeu. "O senhor quer mais alguma coisa ,eu mesmo vou te servir?" Ele olhou com raiva levantou da cadeira e saiu da cozinha sem falar nada. " Tudo bem Jamila, ele fez algum m*l para você?" " Ele só segurou no meu braço, mas eu tenho medo." " Tente sempre se afastar dele, mas por que está chorando?" " Escutei o que essas mulheres estavam falando." " Mas não chore por isso,você sabe que ele não ficaria com você,a gente somos escravos estamos aqui só por causa do trabalho." " Mas eu acreditei que ele me amava de verdade, pensei que eu fosse diferente para ele." " Sinto muito minha menina,mas foi melhor que essa história acabasse logo, você poderia ser castigada."
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