Quando o Afonso chegou em casa, encontrou chinara na porta.
" Afonso que foi isso que aconteceu, você está todo molhado, vá para o quarto agora trocar essa roupa, para não ficar doente."
" Eu não importo Chinara de ficar doente, não quero mais saber de nada."
" Não é assim senhor Afonso que você vai ajudar Jamila."
" E como posso ajudar ela?"
" Precisa ficar com outras mulheres, assim seu pai e sua mãe vão achar que você não sente mais nada pela Jamila e deixaram ela em paz."
" Eu não sei se eu consigo fazer isso."
" Consegue,se você a ama de verdade vai conseguir, e talvez até esqueça Jamila de verdade, isso vai ser o melhor para vocês dois, que eu ainda nessa vida nunca vi um senhor branco casar com escrava."
Afonso foi para o quarto trocou de roupa e se deitou, será que a solução de tudo era mesmo aquilo, ficou no quarto pensando e se convencendo que seria o melhor.
E quando todos estavam na mesa se preparando para jantar, Afonso se aproximou.
" Licença meu pai e minha mãe vou sair para me encontrar com uns amigos."
" Nessa hora meu filho, e ainda sem jantar."
" Pode ir Afonso."
" Como assim em Santiago pode ir sem comer!"
" Isso mesmo deixa o Afonso fazer o que ele quer."
Jamila que estava servindo a mesa nem levantou a cabeça, e voltou para a cozinha.
Achou um pouco estranho ele sai com tudo escuro, mas continuo o seu trabalho até a hora e se recolher em seu quarto.
Ofélia realmente não gostou do que aconteceu.
" Ofélia precisamos dar essa chance para que Afonso esqueçer de uma vez esse escrava e quem sabe assim a gente nem precisa mandar ele para Portugal , prefiro meus filhos perto de mim."
Ela escutou calada e balançou a cabeça concordando com o que estava ouvindo.
No outro dia no desjejum, Afonso também não participou, então depois que Jamila ajudou chinara foi andar com Sol.
Sol estava sempre alegre e já paquerava um Senhorzinho filho do dono de um plantio, eles ficavam de longe se olhando e rindo, Jamila preferia nem comentar estava esperando que ela mesmo falasse.
Enquanto eles se olhavam Jamila sorria.
" O que você está achando graça?"
" Nada sinhazinha."
Então se olharam e ficaram as duas rindo.
" Eu só acho ele bonito,só isso."
" Sim é claro."
" Mas eu quero a sua opinião,você não concorda que ele é bonito?"
" Sinceramente,sim"
As duas seguirão o caminho sorrindo e deram de cara com Afonso.
" Irmão onde estava hoje cedo?"
" Resolvendo alguns problemas Sol."
Jamila ficou olhando mas Afonso a ignorou e seguiu o seu caminho indo para casa.
Sol jamais tinha percebido alguma coisa estranha entre eles dois, e seus pais proibiram que soubesse oque aconteceu.
Jamila também,mesmo a amando não comentou nada pois ela sabia que ali na verdade era um trabalho, e ela era a escrava.
"Jamila você nunca mais contou nada,da sua vida com seus irmãos."
" E Sinházinha , sempre foi muito difícil para mim lembrar de tudo que eu vivi com eles, saber que nunca mais vamos nos ver."
" Você disse que os casais que estavam na frente de meus pais os compraram, posso perguntar a minha mãe se ela, os conhecia."
" Você faria isso por mim Sol?"
" Claro que sim."
Jamila abraçou.
" Calma não é certeza que ela os conheça,mas vou tentar te ajudar saber quem comprou seus irmãos."
E as lágrimas desceram dos olhos de Jamila que continuou a abraçando .
" Sim agora vamos tomar um chá, não quero ver você chorar."
Quando elas estavam caminhando o feitor Alfredo passou de cavalo devagar, olhando para Jamila que ao perceber a presença dele baixou a cabeça.
" Nossa, esse empregado de meu pai te olha de um jeito, como se quisesse te agarrar, a qualquer custo, olhe para trás rápido ele continua te olhando."
Jamila Ficou calada e permaneceu de cabeça baixa, tinha muito medo dele, do m*l que ele fazia para o seu povo e os castigavam cruelmente.
" Nossa Jamila você tem medo dele, estou vendo em seus olhos."
" Sim ele é um homem muito r**m para o meu povo.
" Mas você não precisa se preocupar eu não deixaria ele fazer nada de m*l com você e nem com Chinara."
Sol pegou na mão dela tentando a acalmar, de uma certa forma ela se sentia segura, perto de Sol.
Quando elas chegaram até a fazenda o feitor estava na sala conversando com Santiago.
Quando ele viu Jamila entrando não conseguiu disfarçar o desejo que tinha por ela, Santiago já sabia e queria entregar ela para ele fazer oque quiser na cama com ela, porque o feitor Alfredo era um homem que Santiago confiava muito.
" Quando o senhor vai deixar eu levar ela para o meu quarto como prometeu?"
" Não me cobre Alfredo."
" Desculpa senhor Santiago, mas eu tenho muito desejo em ter ela pra mim."
" Não tenha pressa eu disse que daria ela para você levar para cama e assim vou fazer no momento certo, recompensarei você pelas coisas que tem feito para mim."
" Sim esperarei o momento certo."
Quando Jamila chegou na cozinha escutou mulheres contando a Chinara que Afonso estava se deitando com várias jovens escravas.
Jamila não conseguiu disfarçar o quanto doeu ouvir aquilo, começou a organizar a comida e as lágrimas desceram no seu rosto.
Alfredo entrou e sentou para comer algo, quando Jamila foi servido ele segurou em seubraço.
Ela teve tanto medo, mas Chinara o interrompeu.
"O senhor quer mais alguma coisa
,eu mesmo vou te servir?"
Ele olhou com raiva levantou da cadeira e saiu da cozinha sem falar nada.
" Tudo bem Jamila, ele fez algum m*l para você?"
" Ele só segurou no meu braço, mas eu tenho medo."
" Tente sempre se afastar dele, mas por que está chorando?"
" Escutei o que essas mulheres estavam falando."
" Mas não chore por isso,você sabe que ele não ficaria com você,a gente somos escravos estamos aqui só por causa do trabalho."
" Mas eu acreditei que ele me amava de verdade, pensei que eu fosse diferente para ele."
" Sinto muito minha menina,mas foi melhor que essa história acabasse logo, você poderia ser castigada."