Os dias seguintes ao terrível descobrimento foram estranhamente calmos. Um silêncio sereno dominava a fazenda, o tipo de paz que mais parecia o respiro antes da tempestade. O sol brilhava intenso sobre os pastos verdejantes, e o som do vento cortando entre as árvores se misturava ao mugido do gado. Henrique acordava cedo, como sempre, com o mesmo vigor de antes, mas um novo olhar nos olhos — mais atento, mais duro. Ele passava as manhãs cuidando dos cavalos premiados, animais fortes e de sangue nobre, que eram seu orgulho e símbolo da fazenda. Apesar da rotina parecer normal, dentro dele o fogo da raiva ainda queimava, silencioso. Bela, por outro lado, encontrava paz no olhar do pequeno Benjamin. Cada risada, cada balbucio, cada noite em que ele dormia sobre o peito dela trazia um pouco

