Com o passar do tempo e escurecer, Paul acabou sendo vencido pelo sono e dormido, podendo enfim relaxar sua mente e seu corpo do t***o que estava sentindo.
Mas seu sossego não durou muito tempo, Andreia se mexia na cama insistentemente, sempre encostando o bumbum no nervo dele, ela parecia estar sonhando, às vezes gritava assustada, outras gemia, Paul não sabia o que esperar.
Ele levantou-se rapidamente, colocou a mão na testa dela, Andreia estava com febre, provavelmente estava delirando.
Paul correu e rapidamente voltou com toalhas molhadas, colocando em seus pulsos e testa, ele não tinha nenhum medicamento na cabana, e nenhuma forma de comunicação externa, tudo o que podia fazer era torcer para ela sobreviver, ou não teria como explicar o que a turista estava fazendo em sua cabana, morta nua, em sua cama e provavelmente se meteria em uma grande confusão.
Sendo essa a única coisa que não queria que acontecesse, aparecer, preferia continuar em oculto.
Aos poucos a febre dela, baixava, o rosto estava com a coloração natural e Paul, acreditava que as coisas ficariam bem, checando o pulso no pescoço e percebendo estar estável. Se aproximando da mão direita dela, a segurando e dizendo:
“Você é muito corajosa”, ele dizia com a voz terna “é também muito gostosa, deve ser uma pessoa incrível”.
Ele beijou a mão dela, feliz por estar melhor, seguiu para o andar de baixo, a nevasca estava pior, naquela época do ano era comum, as fortes tempestades de vento e neve. Paul era acostumado a ficar semanas sem conseguir sair para longe da cabana.
Ele colocou um samba canção, e passou a fazer um chá, enquanto também preparava pão e com algumas frutas fazia uma geleia. Pretendia deixar algumas coisas arrumadas, para quando a moça acordasse, na intenção de a surpreender.
Depois sentou-se a mesa, pensando qual seria a reação dela ao despertar.
Andreia sentia uma forte dor de cabeça, e uma confusão, abrindo os olhos e não reconhecendo o lugar onde estava, ela sentou-se na cama, sentindo uma forte tontura, que a levava a fechar os olhos por um instante, depois o abrindo, lentamente as lembranças do dia anterior permeavam sua mente a deixando perturbada. Ela conseguia lembrar-se claramente do que havia vivido, da brincadeira sem graça e todo o m*l que veio depois. Lembrando-se também, de alguém a resgatando, alguém forte e muito grande, que com facilidade conseguiu correr com ela na neve.
Andreia respirou fundo, tinha um herói, mas se achava tão azarada que era capaz do cara ser casado, ou feio e teria que viver um momento constrangedor.
Ela levantou-se devagar, observando a decoração do quarto em busca de uma pista de como ele era, se dando conta de que estava nua, sentindo o rosto esquentar, não de febre, mas de vergonha, olhando ao lado e encontrando suas roupas rasgadas e sujas, amontoadas.
Andreia deu uma espiada rápida no quarto, mas não encontrou nada, além do delicioso odor que vinha da parte de baixo, sendo o suficiente para acreditar que havia uma mulher na casa.
Ela foi até a janela, ficou assustada com o mau tempo, percebendo que não teria como ir embora, que teria que enfrentar a situação em que estava.
Andreia ouvia passos se aproximando, correndo novamente para cama e fingindo estar dormindo, deitou-se na esperança de conhecer o quadro da situação, antes de revelar que estava bem.