Capítulo 20: O Preço do Poder

1048 Words
POV: Líam Líam caminhava entre os destroços da aldeia, com seus 1,90 metro de altura, cabelos ondulados acima dos ombros, corpo musculoso e um sorriso maligno que mostrava todos os dentes, seus passos pesados e deliberados, e uma força que ultrapassava a força de um alfa convencional, Ele estava no auge de sua supremacia, um ser que controlava a mente a qualquer pessoa com apenas a força de seu pensamento, esse era o único poder que tinha, por causa dele conquistou tudo que queria, cada passo como ressoando como um trovão nas ruínas das casas queimadas. O cheiro de carne queimada e fumaça ainda pairava no ar, misturado ao leve toque da madrugada fria. Ele observava, com olhos de ouro, os aldeões em fuga, seus rostos pálidos e cheios de terror, como se o simples ato de olhá-lo pudesse os consumir. A dor deles era uma melodia para seus ouvidos. Ele se deliciava com cada grito abafado, com cada súplica que ecoava nas sombras. Não por necessidade, mas por prazer. O prazer de ser a força indomável, o monstro do qual se falava em sussurros nas tavernas e nas ruas. O poder estava em suas mãos, em seu sangue. E nada, absolutamente nada, poderia desafiá-lo. Os olhos de Líam não vacilavam. Ele era o alfa agora. E para manter esse status, ele governava com um punho de ferro — mais pesado do que qualquer um dos lobos de sua alcateia poderia imaginar. Ele sabia que o medo, mais do que qualquer laço de fraternidade ou lealdade, era a chave para a submissão. O medo o tornava imortal. O medo o mantinha no topo. Ao longe, ele viu um grupo de jovens aldeões tentando fugir, seus rostos distorcidos pelo pânico. Com um simples movimento de seus dedos, Líam invocou as sombras, deixando-os paralisados no caminho. Não havia fuga. Não havia salvação. Ele se aproximou deles, saboreando cada momento de sua angústia. O mais velho, um homem robusto, com olhos de desespero, tentou falar, mas as palavras morriam em sua garganta diante da presença avassaladora do lobo. "Por favor..." a voz era rouca, quase inaudível. "Não nos mate... temos famílias... estamos apenas tentando sobreviver." Líam olhou para ele com um sorriso c***l, observando uma mulher que abraçava desesperadamente seu filho. Seus olhos brilharam como fogo de raiva por nunca saber o que é ser protegido por uma mãe. Eu matei minha mãe, não sento compaixão por ninguém. Nunca sentiu. Com um movimento de sua mão, as sombras se tornaram lâminas afiadas, cortando os arbustos e se enrolando ao redor dos corpos dos aldeões. Cada fio de escuridão se movia como uma serpente, escorrendo por entre os dedos do lobo, até que as vítimas caíram no chão, sem vida. O último suspiro deles foi abafado pela noite. Com um sorriso satisfeito, Líam se afastou. Não havia mais nada a fazer ali. As chamas ainda consumiam as casas, as ruínas de um lugar que ele já havia quebrado, destruído. O medo e a morte não eram apenas seu alimento — eram sua marca, sua assinatura. O mundo, para ele, era feito de fraqueza. E a fraqueza precisava ser erradicada. Contudo continuo pensando na mulher que protegia seu filha. Ele se afastou da aldeia, mas uma sensação estranha se apoderou dele. Algo em seu interior estava em ebulição. Era como se, mesmo na vitória, um vazio o preenchesse. Como se a busca por poder, por domínio, nunca fosse suficiente. Ele sentia uma inquietude crescente, um cansaço que ele não podia explicar. Não era físico — era algo em sua alma. As palavras da mulher, na noite em que se encontrou com a entidade da floresta, ressoaram em sua mente. A cada passo, ele não podia ignorar a verdade oculta nelas. “Você não é mais do que um prisioneiro de sua própria escuridão.” Essas palavras ecoavam como um eco distante, uma reverberação de algo que ele se recusava a aceitar. Ele não era fraco, ele não era um prisioneiro. Ele era mais forte do que qualquer um. Mas, enquanto caminhava pela floresta densa, sentiu uma ondulação de poder à sua volta. As árvores se dobraram ligeiramente, como se algo invisível as estivesse guiando. Um poder sombrio, diferente de tudo que ele já sentira. Ele não tinha certeza do que era, mas sabia que havia algo maior à espreita, esperando para testá-lo. E, pela primeira vez, ele hesitou. O medo, aquele que ele havia dominado em todos, parecia estar à sua porta. Ele sorriu, tentando afugentar a sensação, mas ela não ia embora. Em sua mente, uma voz sibilante disse: "O poder que você busca... será a sua queda." Líam parou, sentindo o peso daquelas palavras como um peso nas suas costas. Ele nunca havia duvidado de seu poder. Mas naquele instante, ele percebeu que talvez a mulher tivesse razão. Ele havia destruído tudo, mas o que restava para ele? Onde estavam os aliados? Onde estava a satisfação? Ele já havia exterminado o que poderia ser uma ameaça... mas quem restava para servir a ele? Ele virou-se abruptamente, como se para afastar os pensamentos, e se deparou com uma figura no meio da névoa crescente da floresta. A luz da lua iluminava a figura esguia, que parecia estar esperando por ele. Seus olhos eram escuros como a noite, e seus movimentos, serenos e confiantes, mostravam que não estava com medo. "Você busca poder, Líam", disse a figura, sua voz suave, mas firme. "Mas o poder tem um custo. O que você conquistou até agora... é apenas o começo daquilo que irá consumir sua alma." Líam rosnou, sua raiva crescendo. Quem era essa criatura para lhe falar assim? "Eu sou o mais forte. Ninguém pode me destruir." A figura sorriu. "Nem todos os inimigos vêm do exterior, Líam. O maior inimigo que você enfrentará é aquele que mora dentro de você." Líam se preparou para atacar, mas antes que pudesse fazer qualquer movimento, a figura desapareceu na névoa, deixando-o sozinho, com mais dúvidas do que quando havia chegado. Ele não se importava. Ele ainda acreditava no seu poder, ainda acreditava que ele era imbatível. Mas, no fundo de sua alma, uma pergunta começou a se formar: Até quando o poder será suficiente? E, pela primeira vez em sua vida, Líam não sabia a resposta.
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