Capítulo 22: Minha Caçada Parte II

974 Words
POV Líam - Continuação - Não pense que vou deixar isso escapar, Max. Prepare os homens, vamos atrás dela. - Líam disse, a decisão clara em sua voz, sem hesitação. Ele se levantou abruptamente, como se o simples ato de dar a ordem fosse o suficiente para iniciar o movimento que precisava. Max, por sua vez, permaneceu calado por um momento, refletindo sobre o que acabara de ouvir. Ele sabia que a missão não seria simples. Encontrar Yani, especialmente dentro da matilha da lua de sangue, não seria uma tarefa fácil. Além disso, ele também sabia que o alfa dessa matilha era conhecido por sua força inabalável e por manter seu território com uma ferocidade sem igual. - Líam... - Max começou, sua voz carregada de um tom de cautela. - Não se preocupe. Já tomei a liberdade de mandar alguns de nossos soldados observarem a matilha da lua. Os rumores dizem que o alfa de lá é imensamente poderoso, alguém que não seria fácil de derrotar. Líam olhou para Max com um sorriso arrogante e impiedoso, como se as palavras de Max fossem apenas uma pequena preocupação que ele poderia facilmente afastar. O guerreiro sabia que, em certo sentido, isso era verdade. Líam não temia nenhum adversário, nem mesmo os mais poderosos. Mas o tom de Max era algo com o que ele não podia ignorar. - Eu não tenho medo de buscar o que é meu, Max. - Líam disse com convicção, sua voz cortante e cheia de uma autoridade absoluta. - Partiremos assim que os outros guerreiros retornarem com as informações. Não perderemos tempo com esse tipo de ameaça. A matilha lua de sangue será destruída, e Yani será minha, já fazemos isso muitas vezes. A força nas palavras de Líam era inegável. Max sabia que a determinação de Líam não poderia ser abalada, não por nada nem por ninguém. Ele era imbatível em sua busca pelo que desejava, e agora, o que ele queria era algo mais do que poder ou controle — era a linhagem, a união com a mestiça que lhe garantiria a supremacia que tanto almejava. Enquanto isso, Líam permanecia onde estava, sua mente já se projetando para o futuro. A imagem de Yani, a mestiça, ocupava seus pensamentos. Ela seria sua chave para a eternidade, sua oportunidade de criar uma linhagem que não seria apenas temida, mas venerada. Ele sabia que, com ela ao seu lado, nada mais poderia parar o império que ele estava criando. Ele conquistara terras, destruíra inimigos, mas a verdadeira conquista, aquela que selaria seu destino, ainda estava por vir. Com um sorriso satisfatório nos lábios, Líam deu a última ordem silenciosa para si mesmo: “Ela será minha, e nada, nem mesmo o alfa da matilha da lua de sangue, poderá me impedir. Após alguns dias... Toc, toc... Ouço uma batida na porta e, sem levantar os olhos da pilha de papéis à minha frente, digo com voz cansada: "Pode entrar." Uma onda de frustração me toma. Nenhuma das matilhas que investiguei tem qualquer informação sobre a mestiça da matilha lua de sangue. Por que ninguém sabe nada? Será que me mentiram? - Liam... - Max pronuncia meu nome, com um tom que revela um interesse incomum. - Nossos guerreiros retornaram com notícias... peculiares. Faço um gesto com a cabeça, sinalizando que estou ouvindo, com uma crescente expectativa. - Ninguém sabe que ela é mestiça. Um dos nossos guerreiros pagou uma ômega que trabalha na casa da matilha. Segundo ela, Yani grita durante a noite, mas não há registros de feitiçaria ou magia. Ela está acasalada com o filho do Rei Alfa da matilha e, dizem, são muito fortes juntos. Essas palavras incitam uma chama de inquietação dentro de mim. Será que estão mantendo-a trancada? O que será que está acontecendo? Preciso saber de tudo o mais rápido possível. Mantenho a compostura e, sem demonstrar nenhum sinal de fraqueza, respondo com uma voz grave, que transparece uma ameaça velada: - Prepare os homens. Partiremos daqui a dois dias. A tensão em meus ombros aumenta, e meu sorriso se distorce de forma sinistra ao ouvir o próximo comentário. - Mais uma coisa... Lembra dos guerreiros que desapareceram quando fui atrás da mulher que seu pai tanto queria? - ele pausa antes de continuar. - Ela morava naquela matilha. Soraia está viva, e a filha dela morreu há alguns anos. Yani... é neta dela. As palavras ecoam na minha mente. A curiosidade se transforma em algo mais intenso, um desejo ardente. Essa garota... Agora, tudo faz sentido. Ela é ainda mais interessante do que imaginei. Sorrio, deixando transparecer uma expressão ainda mais sombria. Sozinho em meu quarto, minha mente começa a se enredar em possibilidades. Como conquistá-la? Eu preciso dela, isso é inegociável. Não posso simplesmente m***r o companheiro dela. Preciso que ela o rejeite, que ele caia em desgraça aos olhos dela. Isso será a chave. Não posso correr o risco dela morrer. Minha mente viaja para histórias antigas que meu pai me contou, sobre Soraia. Ela era uma mulher estranha, que ele encontrou em um vilarejo isolado. Ela comprava ervas incomuns, e meu pai tinha certeza de que ela era uma bruxa. Tentou seduzi-la, mas ela nunca cedeu. Por fim, ele mandou alguns dos seus melhores guerreiros atrás dela, mas todos morreram nas mãos dela, dizem as más línguas. Alguns rumores afirmam que ela matou todos, antes de sucumbir aos seus próprios ferimentos. Ela deve ser incrivelmente poderosa. Dizem que matou sozinha dez guerreiros, e todos eram fortes. E agora, Yani... A neta dessa mulher. Ela é mais do que uma simples mestiça. Ela é um enigma, e os enigmas são feitos para serem desvendados. Um sorriso torto se forma em meu rosto enquanto lambo os lábios, sentindo uma excitação crescente. Essa garota... ela está se tornando cada vez mais fascinante.
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