📓 NARRADO POR MIGUEL (continuação — “a linha entre alerta e guerra”) Saí do quarto da Manu com o corpo ainda carregado da conversa. Não era peso. Era responsabilidade. A escada do barraco rangia sob meu pé. O morro tava vivo. Respirando em alerta. Cheguei na boca sem olhar pra ninguém. Porque quem precisa olhar pra mandar… já perdeu. Encostei no parapeito de concreto. O rádio chiava. Touro tava lá. Parado. Observando. — Tá tudo quieto até agora — ele disse. Eu ia responder… Mas o celular vibrou no meu bolso. 📳 Tirei devagar. E li. Mensagem da Ana Lívia. Sem filtro. Sem firula. Do jeito que só ela sabe ser: > **“Tem um homem aqui no posto. Veio com a esposa e uma filha pequena doente. Febre alta. Quase convulsão. Ele é do BOPE. Não tô dizendo que é emboscada.

