— Sim — digo com cuidado e acrescento com ainda mais cuidado — O que eu faço?
— Bem, irmã... Você está ferrada... Só uma operação vai-te ajudar, além de três meses andando de espartilho e renúncia total ao café, aos doces...
— O quê? — Os meus olhos saltam das órbitas — Que diabos de operação?
— Profilático — risos.
Uau... E ela se autodenomina minha irmã... Ela não perde a oportunidade de rir de mim! Mesmo numa situação como esta!
— Marina, pare de brincar e brincar agora! Você vai desabafar sua raiva em mim mais tarde! Certo?
— Bem, se você gritar, não é tão r**m. Você sobreviverá, com certeza — ouvi dizer que ele já está mastigando alguma coisa, porque suas palavras não são claras — Dê o telefone para o seu amigo eu direi a ele o que ele tem que comprar para você se reerguer.
Embora no banco de trás você também possa. Há até muitas pernas neste processo.
Cerro os dentes e dou o telefone em silêncio. Ele o pega e, por algum motivo, fecha a porta.
Eu nem tenho tempo para protestar...
E para quê?
Ah...
Não importa...
Já o colocaram na minha lista de pretendentes, e agora o mais importante é que essas malditas costas parem de doer.
Passei cerca de vinte minutos sentado no carro esperando o Eduardo, pensando que, afinal, ainda bem que a tia Margo não o deixou ficar bêbado. Mas meu tio ... Nas festas sempre se solta: o parente feliz com sapatos de crocodilo que deixa a esposa e todo mundo loucos, e no resto dos dias é seriedade pessoalmente.
Já estou pensando em ligar para meu salvador, mas felizmente ele já está aparecendo. Ele cai no banco do motorista, se vira e me dá um saco de remédios. É bastante pesado e grande.
— Demorou um pouco — ele murmurou, olhando o que minha irmã disse para ele — Obrigado.
— Visitei três farmácias, porque era impossível comprar tudo em uma — o carro dá partida, começa a se mover.
O movimento me faz tremer e faço caretas.
— Agora você pode tomar os comprimidos que estão na embalagem laranja — diz ele— Tem água.
De fato, há uma pequena garrafa que já está em minhas mãos.
Retiro rapidamente o comprimido indicado, tomo-o e continuo a procurar no saco de medicação.
Existem mais comprimidos, pomadas padrão para as costas (três diferentes), um adesivo analgésico e...
Não, isso não...
Não, não, não...
Mas Marina sabe que eu o odeio! Ela sabe disso perfeitamente! Estou a ter um ataque histérico com isso! E, além disso, para mim é...
Por que diabos ele disse para você comprar isso?
Os comprimidos não eram suficientes?
Por que isso, exatamente???
Olho para isso e já estou tendo um ataque histérico...
Sinto como a tensão aumenta a toda velocidade e, com ela, não são boas lembranças de infância...
No período de seis a oito anos, fiquei doente com muita frequência e de forma bastante grave. Qualquer resfriado quase imediatamente se transformava em pneumonia com gorgolejo no peito, ou surgia sinusite com muco verde-amarelado...
Essas doenças não são curadas apenas com xaropes doces de banana e gotas de eucalipto no nariz, então eles me picaram com injeções como se eu fosse um alvo de dardos...
E elas eram tão dolorosas que você não conseguia enxergar! Eu até lembro como mordi minha orelha de coelho de pelúcia rosa para não gritar no chão e assustar os vizinhos...
Desde pequeno entendi que tinha que suportar, e então toda a família me consolou.
E meu pai era o melhor e mais eficaz: ele me comprou meus palitos de milho favoritos com sabor de baunilha e banana, que depois comi todo choroso. Minha única alegria. Agora esses bastões não existem mais...
É por isso que odeio injeções. Qualquer um!
— Por que você está tão brava? — pergunta ao Eduardo e eu percebo como ele olha pelo espelho retrovisor.
— Espero que essas seringas não sejam para mim, certo? — Não sei onde espero que seja uma piada, afinal.
— E para quem eles seriam? — os olhos dele já estão na estrada — E mais num saco de remédios que te dei?
Eu mordo minha língua. Quero acreditar que é uma piada. Querer! Desejo isso com todas as minhas forças!
Já estou tremendo de medo. Minhas costas nem me incomodam. Eu posso me mover. Agora posso tensionar meus músculos sem dor.
Estou curado!
— Sua irmã disse que você tem que tomar uma agora, assim por diante, dois dias, na segunda à noite termina — me assusta ainda mais.
Duas injeções...
— O que há de errado com você? Parece um fantasma. Você está com medo?
— Não tenho medo — minto — Estou interessado em outra coisa... Quem tem que dizer isso?
— O que você acha? — ele pergunta por sua vez.
Viro a cabeça para o lado. Isso é horror ao quadrado...
Uma injeção... e ele tem que me dar...
Não!
— Minha irmã — Eu me viro para ele — Vou pedir para ela vir... Ela é médica, sabe como aplicá-las como uma profissional.
Eduardo não diz nada, e eu pego o telefone e com as mãos trêmulas escrevo uma mensagem para Marina.
— Não tem graça! Diz-me que é uma das tuas piadas estúpidas!
Minha irmã, como se fosse soubesse ou que eu estivesse escrevendo para ela, se conecta instantaneamente e responde:
— Bruna, você não tem escolha. Na melhor das hipóteses, dois furos na b***a; ou pior, sete dias, duas vezes ao dia. Escolha, tomar duas ou sete?
— Não existem outros medicamentos eficazes? Por que tem que a injetar diretamente?
— Porque deu um ar muito forte nas costas. Nem mesmo ou analgésico mais potente ajudou você.
Então você tem o que mudar ou focar: apenas duas injeções. Sem tarefas.
Envie-lhe emoticons chorando e depois descrevo meus sentimentos, que realmente passamos por mim:
— Isso está melhor agora. As minhas costas não doem tanto. Tomei uma pílula. Talvez não seja necessário?
— Isso porque o remédios estão fazendo efeitos choca. Mas receio que volte.
— É possível que não faça efeitos? Os enfermeiros injetam-nos diretamente, não sangra?
— Não seja e******o.
— Isso é sério.
— Bruna, não é estúpida!
Sem posse... Então envie em você essas seringas, você vai fazer me machucar!
— Além disso, expliquei detalhadamente ao seu amigo como administrar uma injeção corretamente — chega outra mensagem —Então não fico histérica.
Eu não preciso de disso!
— Não poderia ser evitado — Breve, desesperado— Então é melhor você vir e lugar isso em mim. Confio mais na voz. Tens uma boa mão. Pago-te para viajares só de ida e voltares de táxi. E eu te pago pelo procedimento.
— Claro que tenho uma boa mão de mil bundas diferentes. Mas neste momento este sábado. Não se sabe se esta é uma voz corajosa.
Posso esfaqueá-lo com tanta força que seus gritos serão ouvidos na capital. E o seu vai lugar é em você com amor, você nem vai sentir.
— Marina, por favor...
— Não — ela diz, brevemente. E desconecte.
Continuo a cavar por ela, mas Marina encoraja ou ignora completamente, o que não faz como transferir. Nem mesmo com mísseis.
Ok...
Ainda posso me resignar à injeção. Ele é um minha saúde. Você não pode deixar uma doença sem tratamento.
Mas esse lugar é em mim...
Agora, essas são as mais deliciosas como uma boneca de pano. Você vai ter que me desanimar. Levanta meu vestido, puxa minha calcinha...