57. Ayla

1298 Words

A casa da mãe do Victor ficava numa parte do morro que parecia respirar diferente. Menos barulho de boca, mais som de gente vivendo. Portão baixo, parede pintada com cuidado, planta na janela. Tinha cheiro de comida antes mesmo de a gente bater palma. Victor nem precisou chamar. A porta abriu como se ela já estivesse esperando atrás dela. Jussara apareceu com um pano de prato no ombro e uma cara serena que eu não esperava, parecia até que ela tinha ensaiado paciência pra hoje. O cabelo preso, brincos simples, aquele olhar firme que não precisava elevar a voz pra comandar a rua. — Entrou, entrou. — ela disse, já se virando pra dentro. — Não fica na porta não. Aqui não é delegacia. Victor riu baixinho e me puxou pela mão. — Ela fala assim mesmo. Não estranha. — Eu não tô estranhando. —

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