Capítulo 123

1829 Words

Henrique narrando A estrada se estendia à minha frente, e o sol começava a refletir no vidro como se zombasse da minha paciência. Eu dirigia em silêncio, com os dentes cerrados e o maxilar tenso, enquanto minha tia no banco do carona falava como uma matraca descontrolada, cheia de emoção e esperança. Ela comentava como estava feliz por, finalmente, depois de tantos anos, poder ir para a casa da Rayane. Dizia que não via a filha há muito tempo, que a menina vivia uma vida corrida demais, e que estava ansiosa para matar a saudade, abraçar, conversar, cuidar. Aquelas palavras me davam náusea. Não pela emoção em si, mas pela burrice. Pela ingenuidade. Como alguém consegue ser tão cega, tão i****a, tão alheia a tudo que está acontecendo? Continuei dirigindo, fingindo calma, mas o ódio me ro

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