Capítulo 4

1917 Words
Mab Já se passam duas da manhã e nada do Michael voltar, eu não irei servir de objeto para ele e se ele quiser jogar, nós vamos jogar, mas do meu jeito. “Me encontre na suíte master daqui a uma hora, não irei aceitar mais suas desculpas toscas!” “Boa noite, Sra. Leclerc. Como você quiser! Estou saindo agora mesmo e onde está seu marido?” “Aquele i****a deve está enchendo a cara com bebidas baratas por aí. Não foge do assunto, eu já estou saindo e quando chegar já quero te encontrar lá dentro.” “OK... você é quem manda.” Eu literalmente não nasci pra ficar sofrendo por ninguém, mesmo que essa pessoa seja meu marido. Michael e eu somos muito diferentes um do outro, eu nunca soube de nenhuma traição por sua parte, mas nunca deixei rastros meus por nenhum lugar também, se eu sonhar que o Michael me trai, eu faço da vida dele um verdadeiro inferno. Nunca pensei em ter filhos e nunca irei pensar, não tenho a mínima vontade de ser mãe, às vezes fico chateada com meu amado pai por ele simplesmente querer um neto que não está sob meu alcance. 40 minutos depois... — Boa noite senhora Leclerc! — Boa noite, João! Ele me deu as chaves do quarto e eu fui não muito animada andando corredor a dentro, se o Bernardo não estiver aqui eu juro que nunca mais eu olho na cara dele. Ao abrir a porta de deparo com a cena mais inusitada que eu já vi na minha frente. — O que acha que está fazendo? — Perguntei confusa ao ver ele ajoelhado e me olhando com a maior cara cínica possível. — Eu vim mais cedo justamente pra te fazer uma surpresa Mabzinha, sabes que sem tu minha vida não tem sentido algum! Até porque, foi você quem me chamou aqui. — Bernardo nasceu em Portugal e nos conhecemos durante uma viagem qual eu fui com o Michael até lá, de cara ele me interessou e já estamos juntos a quase dois anos. — Sabe que odeio pessoas patéticas, agora levanta logo desse chão que temos negócios sérios a serem discutidos hoje, não pense que estou aqui apenas pelo prazer, hoje não estou nos meus melhores dias. Bernardo é um dos muitos sócios do Michael e um dos mais antigo também. Os pais dos dois se conhecem há muito tempo e isso faz com que o Michael nunca desconfie de Bernardo. Nós dois estamos colocando nossos planos em ação para tomar tudo que é de meu querido esposo, construímos muitas coisas juntos e se eu me divorcia dele agora só irei ter direito a cinquenta por cento e eu quero tudo, assim que eu conseguir isso dispenso o Bernardo e vou viver minha como eu sempre sonhei em Paris, Rio de Janeiro literalmente não é meu lugar. — Podes me dizer o que tens em mente, Mab? Sabes que isso tudo pode dar errado e tanto tu quanto eu vamos pagar caro por isso. Já não basta se ele descobrir que nós dois temos um caso? Serás o meu fim. — Eu estou pouco me importando para Michael, sabe que eu nunca quis estar nesse casamento, mas agora que eu já estou com todas as cartas na manga e quase ganhando o jogo, eu jamais irei desistir de tudo agora. Depois que tudo isso estiver sob meus comandos irmos ser feliz em Roma, como tu sempre quis. — Ele é tão fácil de ser manipulado que as vezes me dá tédio de ter que contar com ele para tantas coisas, mas uma coisa é inegável melhor sexo que o dele não existe. — Já conseguimos mais de um milhão de Euros só essa semana, as economias estão indo muito bem e os patrocinadores estão muito satisfeitos com esses resultados que estamos dando neste últimos meses, ou melhor, que o seu marido está dando. Falando nisso, Mab como está indo seu casamento? — Ah, Bernardo, parece que tu nunca aprende, não é mesmo? Meu casamento é apenas uma farsa e nada além disso, agora vamos deixar essa conversa para outro dia pois tudo isso me deu uma sede, vamos beber antes que fique muito tarde, ainda preciso voltar para casa hoje, não posso dar motivos para Michael desconfiar de mim. Bebemos um bom vinho e continuamos a conversar sobre como somos diferentes um do outro, mas isso é bom. As vezes eu penso ficar com o Bernardo, mas... ele é do tipo de homem que é manipulado facilmente e de pessoas fracas na minha vida já basta o meu marido! Marciana Aquele homem não para de me olhar e isso está me causando um certo incomodo, não estou mais dançando e muito menos olhando para ele, mas sinto que ele me olha sem parara e toas as vezes que eu olhe de relance os seu olhar se cruzou com o meu. Ele é um gato, mas é casado e eu não saio com homens casados. Principalmente sendo ele um Leclerc. — Onde você estava? — Pergunto ao ver Alice toda descabelada e quase sem roupas saindo de um dos quartos. — Adivinha? — Ela faz a melhor cara de i****a que ela tem, e ela só faz essa cara quando tem um motivo! — Com o babaca do Ítalo? Quantas vezes eu vou ter que te falar que esse cara é roubada, Alice? Esse cara só te procura quando está drogado, nunca o vi sóbrio. Será que dá pra trazer minha amiga inteligente de volta? — Ele me pediu em namoro, Marciana. Sério que ainda pensa que ele não gosta de mim? — Alice eu vou ser bem sincera com você, quando um homem quer fazer uma mulher de b***a ele pode até conseguir, se ela acreditar em tudo o que ele diz! Você deveria saber disso. Quantas mulheres hoje não trabalham aqui por causa de uma decepção amorosa? Várias! Esse cara nunca te liga ou manda mensagens pra você, sempre que quer t*****r contigo chega aqui jogando conversa mole no teu ouvido e tu caí feito uma adolescente emocionada. Homem ou mulher só é fiel tanto no namoro quanto no casamento se ambos quiserem, entende?. Você o ama? — Não sei! Ao certo se eu o amo, eu nunca... — Ela abaixa a cabeça pensativa, como se estivesse arrependida de algo. — Você nunca deveria ficar neste estado em que se encontra agora. Você é uma menina boa, Alice, Ítalo é só um drogado a procura de diversão e essa conversinha dele sobre namoro é só pra tentar te prender, coisa que não vai acontecer porque você é uma mulher esperta e tem a mim, que nunca vou deixar homem nenhum te fazer de i****a, entendeu? — Eu não quero falar sobre isso agora. Podemos conversar sobre o assunto Ítalo amanhã? — Eu afirmo que sim balançando a cabeça enquanto ela sai em direção ao balcão, mesmo sabendo que estou certa, não há muito o que fazer. É o livre arbítrio, é assim que ele funciona: cada um cuida da sua vida como acha melhor. Alice não demora a voltar e traz com ela dois copos de rum Bacardí, doida para me ver bêbada, isso sim que é amizade de verdade! — O que será que ele está esperando para chegar em você? Não me parece ser um homem sem atitude. Afinal, ele é irmão do Madson… — Ela diz olhando em direção a mesa do magnata, que agora está bebendo com a Desirée. — Ele está paquerando a Desirée, não percebe que ele está caidinho na dela? — Digo tentando fazer com que ela não fique olhando ele, mas o homem é insistente e não para de olhar para nossa mesa, até que… Ele levanta o copo de whisky em nossa direção, como um cumprimento e Alice responde dando um tchauzinho, levando seu copo também logo em seguida. Não sei o porquê mas ele dispensou a Desirée e está caminhando até nossa mesa. Já se passam das três da manhã e eu nem sei porquê a ainda estou aqui. Estou nervosa! — Posso te oferecer um drink? — Diferente do Madson, ele tem a voz grave e um pouco rouca, fala baixo e parece que está seduzindo sem perceber. — Minha amiga vai adorar! — Olhei para Alice e levantei rápido. — Tendo que ir, já está tarde. — Tá de s*******m, Marciana? — Marciana… diferente seu nome, interessante também. — Ele diz enquanto bebe uma dose do líquido cor de âmbar. — Interessante por quê? É apenas um nome igual a qualquer outro. — Igual não é, eu nunca conheci alguém com esse nome. — Ele fixa seus olhos em meus s***s o que me deixa totalmente desconfortável. Não por saber quem ele é, mas por ele ser casado. — Pois está conhecendo agora. Até mais! — Marciana, você me faz um favor hoje? — Quando ela faz esse biquinho eu já sei que o negócio não é muito bom. — Se importa de fechar a boate? Michael é o último socializando por aqui, até a Desirée já foi embora e você sabe, eu preciso cuidar daquele problema. — Tudo bem! Me avise se precisar de ajuda. — Ela sai dando pulinho ,enquanto eu vestia um sobretudo por cima da roupa vulgar que eu estava, me sentindo uma p**a, literalmente. Eu sempre gosto de deixar tudo limpo antes de sair, por isso demorei um pouco a ir embora mesmo morrendo de cansaço faço questão em deixar tudo pronto para uso na noite seguinte. Ele não foi embora e ficou sentado bebendo e me olhando, isso é muito estranho, mesmo eu avisando que já havíamos fechado. — Não vai embora? Eu preciso fechar isso aqui e além disso, isso não é hora de alguém estar fora de casa. — Beba comigo que eu irei embora, quando acabar. Além disso, você não faz ideia de onde pessoas caras estão neste momento, nem o tipo de lugares. Ficaria abismada se soubesse. Eu permaneci calada e ele continuou tentando puxar conversa, o que não adiantava muito. — Se você quiser que eu vá embora é só pedir por favor. — Ele levanta e vem até mim, como quem não quer nada chega bem próximo ao meu rosto e me encarando por alguns segundos. Ele cheira a perfume francês e whisky caro e puro, uma mistura maravilhosa. Seus lábios carnudos chamaram minha atenção assim que eu o vi adentrar a boate. — Você tem que ir agora sim, por favor! Eu vou ao banheiro e quando voltar já quero fechar sem ter que te pedir novamente para sair, entende o que eu falo? Passei uma água no rosto e retirei o batom com guardanapo, prendi meu cabelo em um coque, tirei os saltos e pus uma sandália de rasteirinha. Tirei a roupa que eu estava vestida, pois estava me incomodando muito e coloquei uma calça jeans e uma blusa de regata. Vesti novamente o meu sobretudo e quando eu estava pronta pra fechar a boate eu sinto uma mão me puxando para dentro novamente. Ele me surpreendeu com um beijo quente e rápido, me fazendo estremecer toda por dentro, meu corpo pedia pra ir além mas ele ainda sim é casado e não me sinto bem, por isso o empurrei e ele sorriu ao bater contra o balcão. — Eu poderia te denunciar por assédio, sabia? — Quer uma carona até a delegacia?
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