Pele na pele...

1270 Words
Víbora narrando... Assim que encostei a moto na garagem, nem deu tempo de desligar o motor direito, ele desceu do carro, veio na minha direção com aquela pegada de quem não pede licença, não espera, só chega... E chega pra marcar. Furacão me agarrou pela cintura, me puxando pro colo dele, como se eu fosse leve, como se eu fosse só dele, me prensou na parede da garagem, colando os nossos corpos, me beijando com tanta força, tanta fome, que parecia que ele ia me devorar inteira. O gosto dele... meu Deus... era pecado puro, a boca quente, a mão firme segurando a minha nuca, enquanto a outra apertava a minha coxa, me mantendo ali, presa, entregue, rendida... mas nunca submissa. Porque comigo não tem dessa, eu cedo até onde quero... e faço ceder até quem acha que não ia. Furacão: Tu é fogo, hein... — ele rosnou contra a minha boca, passando a língua no meu lábio, mordendo de leve, e me olhando daquele jeito que fazia meu corpo inteiro se arrepiar. — Fogo, veneno, perigo, tudo junto. — A mão dele subiu, apertando a minha cintura, puxando o meu quadril contra o dele. Víbora: E tu é vento... — soltei, mordendo o queixo dele. — Que se não souber controlar, vira furacão e destrói tudo. — Ele riu, aquele riso baixo, rouco, que mais parece promessa de loucura. O mesmo me colocou no chão, mas só pra me virar de costas, empurrar o meu corpo contra a parede e segurar minhas mãos lá em cima, cruzadas, a boca dele desceu pro meu pescoço, mordendo, chupando, me marcando, e eu gemi, mordi o lábio, arqueei as costas, sentindo o corpo inteiro acender. Furacão: Quer brincar de perigoso, né? — sussurrou no meu ouvido, roçando a barba no meu pescoço. — Então segura, rainha, porque eu não sei brincar de leve. Víbora: E tu acha que eu sei? — rebati, rindo, me virando bruscamente, invertendo o jogo, prensando ele na parede agora, segurando no queixo dele. — Isso aqui, amor, é pra quem tem sangue no olho — falei, passando a unha no maxilar dele. — E fogo no corpo. Ele me puxou pela nuca de novo, colou as nossas bocas, o beijo quente, bruto, cheio de língua, de desejo, de guerra e paz ao mesmo tempo. As mãos dele desceram, apertando minha b***a, me levantando no colo mais uma vez. Furacão: Bora subir... — ele falou, rouco, olhando nos meus olhos, e eu assenti. Ele subiu comigo no colo, batendo a porta, seguindo direto pro meu quarto, m*l entrou, me jogou na cama, arrancando a camisa como se ela queimasse no corpo, e eu fiz o mesmo, tirando a blusa, ficando só de top, rindo e provocando o mesmo. Furacão: Eita... — ele soltou, mordendo o lábio, olhando o meu corpo, como se quisesse decorar cada curva, cada pedaço meu. — Isso aqui — ele passou a mão na minha barriga, subindo até segurar meu queixo. — vai ser meu hoje. Víbora: Hoje — repeti, me aproximando, puxando ele pela corrente que ele sempre usa no pescoço. — Mas só hoje, — sussurrei, passando a língua no lábio dele. — Depois, a gente vê. O sorriso dele foi criminoso, ele me empurrou na cama, subindo por cima, e a mão já veio ligeira, puxando o meu short, me deixando praticamente nua, só de lingerie, o seu olhar queimava o meu corpo inteiro. Furacão: Cê joga pesado, né? — ele perguntou, passando os dedos pela lateral da minha coxa, subindo devagar, me deixando louca, no limite. Víbora: Aqui é tudo ou nada, bebê. — respondi, puxando ele pra um beijo. As mãos dele eram urgentes, apertavam, exploravam, dominavam, e as minhas não ficaram atrás, arranhei as costas dele, puxei os cabelos, mordi os lábios, marquei cada pedaço de pele que eu alcancei, ele desceu, beijando o meu pescoço, os meus ombros, o meu colo, até alcançar os meus seios... Chupou, mordeu, lambeu como se quisesse me deixar implorando... e conseguiu. Eu gemia, arqueava, agarrava os lençóis, sentindo cada arrepio, cada descarga elétrica que aquele homem me fazia sentir. Víbora: Cê é louco... — soltei no meio do gemido, rindo, mordendo o lábio. Furacão: Louco por tu. — respondeu, subindo de novo, me encarando, segurando o meu rosto nas mãos, e beijando como se o mundo fosse acabar agora. Ele desceu a mão, tirou a minha calcinha com uma facilidade que parecia que ela nem existia, e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele já tava ali, me provando, me chupando como se minha boca tivesse descido pro meio das minhas pernas, o meu corpo inteiro tremia, as mãos foram direto pro cabelo dele, puxando, apertando, gemendo sem controle, a língua dele parecia ter um pacto com o dia.bo, só podia. Cada movimento, cada sucção, me fazia subir pelas paredes. Víbora: Isso... assim... car.alho... — gemi, apertando mais, sem filtro, sem vergonha, sem freio. Ele subiu de novo, me segurou pelo quadril e me virou, me colocando de quatro na cama, segurou a minha corrente, puxando, trazendo o meu corpo pra trás, encaixando nele, e no segundo que senti ele me preencher... ah, meu Deus... o grito saiu rasgado, rouco, sujo. Furacão: Fala agora se segura essa corrente, rainha... — ele rosnou, puxando mais, metendo fundo, no ritmo que fazia meu corpo inteiro se perder. Víbora: Segura... segura tudo... — respondi, jogando o cabelo pra trás, olhando pra ele por cima do ombro, com aquele olhar que diz, me faz tua, mas tenta não se perder no caminho. O som dos nossos corpos se batendo preenchia o quarto, junto com nossos gemidos, nossos sussurros sujos, nossas provocações, ele apertava o meu quadril, puxava minha corrente, metia forte, profundo, e cada estocada era um choque de prazer que fazia meu corpo inteiro vibrar, eu gemia pedindo mais e mais... Furacão: Tu é minha. — ele rosnou, batendo forte, puxando o meu cabelo. — Pelo menos hoje... tu é só minha. Víbora: E tu é meu. — respondi, arfando, gemendo, mordendo o travesseiro. — Hoje, até eu te cansar. E foi isso, uma guerra de pra.zer, de corpos, de pegadas, de gemidos, de suor, de boca, de apertões e arranhões, de língua... até não sobrar mais força, só respiração descompassada, os olhares cruzados e aquele sorriso sacana que diz que... amanhã, se cruzar de novo... o jogo recomeça, os nossos corpos se chocavam e cada investida dele, arrepiava todo o meu corpo, eu estava sedenta por ele e ele sedento por mim... Caímos na cama, ele deitado de costas, eu jogada no peito dele, respirando pesado, rindo baixo, passando a unha devagar no peitoral dele. Furacão: Tu é problema, mulher... — ele soltou, rindo, passando a mão na minha cintura. Víbora: E tu acha que eu vim pro mundo ser solução? — rebati, mordendo o queixo dele, rindo. Ficamos ali, quietos, só ouvindo nossas respirações, nossos corações batendo no mesmo ritmo... até que ele falou, me olhando nos olhos: Furacão: Isso aqui, — ele fala mencionando ele e eu... — não vai ser só hoje e tu sabe. Víbora: Não viaja, tu sabe que é apenas diversão e pra.zer! — eu queria acreditar no que eu disse, mas no fundo, sabia que ele estava na razão. Furacão: Então vamos ver, minha gostosa! — ele diz invertendo às nossas posições e se colocando dentro de mim de novo, forte e fundo! E eu só me entrego ao pra.zer que ele me proporciona, desejando que isso demore a encerrar, pois amanhã, será outro dia, e tudo o que aconteceu hoje, não se repetirá novamente.
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