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1051 Words
Juliano Passo a noite com a Talita naquele hospital, não me permito sair do lado dela nem por um segundo. Até que chegam alguns policiais e começam a falar. - Bom dia, Dr. Juliano, certo? – Um deles me questiona. - Bom dia. Eu mesmo. - O senhor pode responder algumas perguntas? – Ele me pergunta olhando om cara de desconfiança. - Claro... Estou à disposição. - Fomos informados a respeito da situação envolvendo sua esposa. Sentimos muito, mas como o senhor sabe, foi uma tentativa de homicídio. Me chamo Renato e irei prosseguir com as investigações acerca do caso. O senhor que entregou o chá para a sua esposa tomar? – Já percebo tudo o que está acontecendo aqui, mas agora preciso saber se eles estão envolvidos com o Sávio. - Sim. O chá foi preparado pela nossa babá, Ofélia. – Pego a documentação da mesma e entrego a ele. – Essa aqui. A Talita estava enjoada e pedi para a Ofélia preparar um chá para aliviar o seu desconforto. Posteriormente, descobrimos que o enjoo era porque minha mulher estava grávida, mas descobrimos tarde, pois após envenenamento, ela perdeu o nosso filho. - O senhor sabe de alguém que tenha motivos para querer matar sua esposa? Aliás, tenho que perguntar acerca desses hematomas no rosto dela, pela cicatrização não foram ocasionados no mesmo momento do envenenamento. – Ele pergunta desconfiado. - Não, não foram. A Talita teve incidente e bateu o rosto na quina da cabeceira de cama, foi durante uma briga e eu posso ter uma parcela de culpa nisso. Não a feri intencionalmente, mas ela se desequilibrou e acabou se machucando. No momento eu não vi, mas depois que percebi procurei ajudá-la. Contudo, isso nada tem a ver com o episódio de envenenamento. Jamais faria m*l algum para a minha esposa. Mas, se eu tivesse intenção de fazer, não seria dessa maneira, sou um advogado criminalista renomado e não agiria como um t**o. – Falo já perdendo minha paciência, não irei omitir nenhum fato. Apesar disso poder me prejudicar no futuro. - A questão é que o conteúdo da xícara não acusou veneno. Então não poderia ter sido a babá que a envenenou, o senhor é o nosso principal suspeito disso. – Ele fala com vitória em seu olhar, mas não esperava que eu tinha uma carta na manga. - Bom, eu imaginei que algo do tipo pudesse ocorrer. Por isso, chamei um representante da OAB quando fui buscar a xícara deixada na minha casa após o incidente, peguei parte do conteúdo e fiz os testes em dois laboratórios, lembrando que acompanhado de um representante da OAB e dotado de fé pública. Antes eu desconfiava, mas agora tenho certeza de que alguém está tentando armar um flagrante. – Falo e o segurança bate na porta, entregando papéis. Quando abro o envelope, vejo que os dois testes do laboratório deram positivo para veneno de rato. - Como o senhor pode ver, os dois testes deram positivo. Laboratório distintos e ambos dotados de fé pública. Muito estranho o teste feito nesse hospital, não ter dado, não é? Isso comprova o que eu falei anteriormente. Outra coisa, hoje pela manhã recebi a notícia que a babá Ofélia, comprou passagens para Buenos Aires. Ela e o marido, apenas de ida. Me adiantei para ajudar o trabalho da polícia e pedi legalmente a apreensão do seu passaporte, como advogado tenho capacidade postulatória para fazer isso, como o senhor deve saber. – Falo e os policiais não esperavam essa reação, acredito que eles não estejam envolvidos. - Não sei nem o que falar para o Dr. Nesse momento. Aparentemente alguém quer incriminá-lo de qualquer maneira. Irei levar os documentos e prosseguir com a investigação. – Ele fala, ainda sem graça, pois achou que me levaria preso daqui. - Claro, não hesite em me ligar caso surjam eventuais dúvidas. Sou a pessoa mais interessada no desfecho dessa tentativa de homicídio de não irei parar até descobrir tudo. – Falo entregando meu cartão e os policiais se retiram dali. Eu tinha certeza de que iriam tentar me incriminar, por isso me adiantei. Não deviam ter me desafiado e, muito menos mexido com a minha mulher. Vejo que os aparelhos da Talita começam a apitar. - ALGUM MÉDICO, TEM ALGO DE ERRADO. – Começo a gritar no hospital e vejo a pior cena da minha vida. Os batimentos cardíacos da Talita estão parando. Um médico monta nela e começa uma massagem cardíaca, após isso, eles se afastam e dão um choque imenso no seu peito. - Afasta... – O médico fala e dão outro choque. - Dr. Ela não está reagindo. – Um dos médicos diz ficando cada vez mais nervoso. Eu só consigo pedir para Deus trazê-la de volta. Minhas mãos tremem tanto, eu não consigo me manter parado. Parece que eles vão desistir, até que o médico manda aumentarem a potência e dão outro choque com o desfibrilador, e os batimentos voltam a apitar. Ela está viva. Eles aplicam medicamentos e vêm na minha direção. - Juliano, a Talita teve uma parada cardíaca. Mas, conseguimos reanimá-la. Ele está estável. – Ele fala e eu m*l consigo respirar. Sento-me na cadeira ao seu lado e começo a pensar no que eu posso fazer, me sinto de mãos atadas. Até que olho para a porta do quarto e não acredito no que eu estou vendo. Como ele pode ter a audácia de vir aqui nesse momento? Ninguém mais, ninguém menos do que o Sávio e ele parece espantado ao me ver ali. - O que você está fazendo aqui? Como você tem coragem de aparecer aqui, seu filho de uma put4? – Falo com ódi0 o segurando pela gola da blusa. - EU? Eu que te pergunto o que você está fazendo aqui? Você tentou m4tar a Talita. Não contente em agredi-la, tentou acabar com a sua vida. Você sabe muito bem disso. – Ele fala alterado. - Eu jamais tentaria mat4r a minha mulher, você está fazendo tudo isso para me incriminar e acabar com a minha vida, mas eu consegui provar que foi a babá que estava de conluio com você que fez isso. – Quando falo essas palavras ele me olha espantado, como se essa informação fosse completamente nova para ele. Isso me intriga.
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