O silêncio entre eles não era vazio. Era cheio. Cheio de respirações ainda descompassadas, de olhares que demoravam mais do que o normal, de uma proximidade que, finalmente, não parecia proibida. Mariana estava deitada sobre o peito de Leonardo, o dedo desenhando distraidamente linhas invisíveis sobre a pele dele, enquanto o corpo ainda relaxava aos poucos. Ele observava o teto. Mas não estava distante. Estava pensando. — Posso te perguntar uma coisa? — disse ele, a voz baixa, mais tranquila do que o normal. Ela levantou levemente o rosto. — Pode. Ele demorou um segundo. — Por que você recusou o Miguel? A pergunta veio direta. Sem rodeio. Mariana não se assustou. Talvez até esperasse. Ela apoiou o queixo no peito dele, olhando pra ele com mais atenção. — Porque a gente nun

